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sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

A Casa dos Rostos

Ao entrar em sua modesta cozinha em uma abafada tarde de agosto de 1971, Maria Gomez Pereira, uma dona de casa espanhola, espantou-se com o que lhe pareceu um rosto pintado no chão de cimento.

Estaria ela sonhando, ou com alucinações? Não, a estranha imagem que manchava o chão parecia de fato o esboço de uma pintura, um retrato.

Com o correr dos dias a imagem foi ganhando detalhes e a noticia do rosto misterioso espalhou-se com rapidez pela pequena aldeia de Belmez, perto de Cordoba, no sul da Espanha. Alarmados pela imagem inexplicável e incomodados com o crescente número de curiosos, os Pereira decidiram destruir o rosto; seis dias depois que este apareceu, o filho de Maria, Miguel, quebrou o chão a marretadas. Fizeram novo cimento e a vida dos Pereira voltou ao normal.

Mas não por muito tempo. Em uma semana, um novo rosto começou a se formar, no mesmo lugar do primeiro. Esse rosto, aparentemente de um homem de meia idade, era ainda mais detalhado. Primeiro apareceram os olhos, depois o nariz, os lábios e o queixo.

Já não havia como manter os curiosos a distância. Centenas de pessoas faziam fila fora da casa todos os dias, clamando para ver a “Casa dos Rostos”. Chamaram a policia para controlar as multidões. Quando a noticia se espalhou, resolveu-se preservar a imagem. Os Pereira recortaram cuidadosamente o retrato e puseram em uma moldura, protegida com vidro, pendurando-o então ao lado da lareira.

Antes de consertar o chão os pesquisadores cavaram o local e acharam inúmeros ossos humanos, a quase três metros de profundidade. Acreditou-se que os rastos retratados no chão seriam dos mortos ali enterrados. Mas muitas pessoas não aceitaram essa explicação, pois a maior das casas da rua fora construída sobre um antigo cemitério, mas só a casa dos Pereira estava sendo afetada pelos rostos misteriosos.

Duas semanas depois que o chão da cozinha foi cimentado pela segunda vez, outra imagem apareceu. Um quarto rosto - de mulher - veio duas semanas depois.

Em volta deste ultimo apareceram vários rostos menores; os observadores contaram de nove a dezoito imagens.

Ao longo dos anos os rostos mudaram de formato, alguns foram se apagando. E então, no inicio dos anos oitenta, começaram a aparecer outros.

O que - ou quem - criou os rostos fantasmagóricos no chão daquela humilde casa? Pelo menos um dos pesquisadores sugeriu que as imagens seriam obra de algum membro da família Pereira. Mas alguns químicos que examinaram o cimento declararam-se perplexos com o fenômeno. Cientistas, professores universitários, parapsicólogos, a policia, sacerdotes e outros analisaram minuciosamente a imagem no chão da cozinha de Maria Gomes Pereira, mas nada concluiram que explicasse a origem dos retratos.

Creepypasta Bloody Mary


Eu, Jonas (16), e meu melhor amigo, Élvio (15), estávamos no banheiro da minha escola nos trocando para a aula de futebol, que começava dali a quinze minutos. Quando acabamos de nos trocar, como não tínhamos nada para fazer, resolvemos fazer o pior erro da nossa vida. Invocamos a Bloody Mary (ou Loira do Banheiro, como você preferir.).

Mary, segundo as lendas, foi executada à 100 anos por ser uma bruxa, e então vendeu sua alma ao Satanás para se vingar de todos que ousarem tocar em seu nome, arrancando seus olhos. Bom, Élvio e eu não acreditávamos nisso. Pois bem, apagamos todas as luzes do banheiro (era oito da noite). Tudo ficou escuro e nós dissemos: "Bloody Mary." Nada aconteceu. "Bloody Mary". "Bloody Mary".

Foi aí que meus olhos começaram a arder, pareciam estar sendo fritados. Élvio e eu não parávamos de gritar. Pelo jeito, os olhos dele também estavam fritando, pois ele não parava de gritar "Meus olhos! Meus olhos!", assim como eu.

Eles estavam realmente QUEIMANDO. Desesperado, fui correndo ao interruptor e acendi a luz. Quando vi no espelho, meus olhos estavam sangrando e, com sangue, havia escrito no espelho "Die", em inglês "Morra". Élvio e eu lavamos o rosto e passamos papel higiênico no espelho para limparmos a escrita em sangue.

O treinador de futebol achou que estávamos com conjuntivite porque nossos olhos estavam vermelhos e nos mandou para casa. Estávamos indo a pé para casa (nós éramos vizinhos de frente). Eu fiquei na frente da minha casa, esperando Élvio atravessar a rua para entrar na dele. Porém, no meio da rua, passou um caminhão e o atropelou. Comecei a gritar e fui até ele. Os olhos dele haviam sumido. No lugar dos olhos, só havia dois buracos pretos.

Logo ambulâncias chegaram, mas Élvio não resistiu. Dentro de casa, eu estava chorando inconformado, enquanto meus pais me consolavam. Eu não havia contado para ninguém sobre a nossa invocação da Bloody Mary. Entrei no meu quarto e estranhei uma coisa: eu tocava piano e eu tinha um piano no meu quarto. Ele não estava ali. Onde estava o piano? Olhei para cima. O piano estava caindo do teto do meu quarto, e ele estava cheio de espinhos embaixo dele. Aquilo ia me estraçalhar. Gritei e saí correndo do meu quarto a tempo de conseguir fugir do piano.

Bloody Mary nunca ia parar de tentar me matar. Então tive uma ideia: me comuniquei com ela por uma tábua Ouija (mais conhecida como jogo do copo). Eu implorei para que ela parasse de tentar me matar. Até que eu perguntei se ela iria parar, e o copo se mexeu para o sim. Ufa! Que alívio.

Antes de dormir, fui até o banheiro. Quando entrei, a porta se trancou sozinha. Eu não conseguia abrir. Senti uma mão no meu pescoço. E os meus olhos começaram a fritar novamente. "NÃÃÃÃÃO!". Gritei. Meus olhos não paravam de queimar. Desta vez, quando apertei o interruptor, a luz não acendeu.

Escrito por: Thiago do blog Seus Terrores

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Presença estranha

Gente, desculpa por eu ter parado de postar um pouco. É que com a volta as aulas fica meio dificil postar aqui no blog, mas vou fazer o possível  ^^.

Agora vamos a nossa história..
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Eu estava dormindo quando acordo com um barulho que vinha de trás da porta,era umas 03:25 dá madrugada.Eu sinto uma presença maligná,sinto um cansaço,sinto que tem alguém atrás dá porta.

Ouço passos no corredor,começo a me sentir perturbada uma angustia uma tristeza como se eu estivesse prestes a pular de uma montanha.A luz do corredor estava acesa então me levantei e fui olhar por baixo da porta.Vi um pé,cujo o pé era de um bode.Não tive coragem de olhar pela fechadura.

O telefone toca,ficou mais de uma hora tocando.Depois de uma hora com medo... fui atender.
Quando atendi só ouvi um silêncio me estressei e comecei a xingar.Quando desliguei o telefone senti que tinha alguma coisa atrás de mim,fiquei paralisada com a presença no ar,como se tivesse alguma coisa atrás de mim.

Quando olhei vi uma figura horrível,eu tentei me mexer mas não consegui.Tudo ficou escuro.
quando me dei conta estava no banheiro da minha casa,o chuveiro estava ligado,quando me olhei no espelho tinha algo escrito com sangue, estava escrito ''Sou aquele que observa todos,sou aquele que causa dor,sou aquele que faz todos chorarem,sou aquele que faz tudo de ruim acontecer'' olhei pro chão e a minha gatinha estava morta toda ensanguentada,sai correndo de casa,de uns anos pra cá vejo muitos vultos e espíritos por conta dessas perseguições eu estou internada em um hospício.

Toda noite ele vem me visitar dizendo que eu nunca vou sair daqui e que meu destino será presa e sozinha.Eu garanto a você que quando você vai dormir ele está ali no canto te observando.Quando você se senti observado estando sozinho,você já parou e falou ''tem alguém ai''?

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

A Hora de Aventura: Episodio Perdido


Todos vocês já devem ter ouvido falar do novo desenho do Cartoon Network, chamado "Hora de Aventura". E todos vocês provavelmente já viram a estreia... ou pelo menos acham que viram.

Eu estava acordado na sala, eram cerca de 3:30 da manhã, e eu estava assistindo a TBS. Estava passando de canais procurando algo bom pra assistir, até que me deparei com um novo episódio de “Hora de Aventura”, chamado "Socrates Wish". Nisso, coloquei no Cartoon Network, e a introdução do show já estava terminando. Encostei-me a minha poltrona, esperando para assistir o mais novo episódio da série.

O que vi foi extremamente desagradável. O episódio começou no Reino Doce, com Finn e Jake correndo para as portas principais do castelo. Eles empurraram a porta violentamente, e eu vi que a cabeça do Mordomo havia sido mordida por algum tipo de dragão que estava ao seu lado. O sangue esguichava do pescoço de PB, e o dragão olhou para Finn e Jake. Rapidamente, o dragão em questão voou para longe.

A dupla andou pelo castelo, se deparando com todos os tipos de cidadãos do Reino Doce mortos, ou apenas sentados, sorrindo ameaçadoramente. Eles passaram ao lado de Cinnamon Bun, que estava sentado e sorridente, quando de repente, ele agarra a perna de Jake. Finn tentou jogá-lo para longe, mas não conseguiu. Jake, então, ficou completamente marrom, e alguns barulhos de esmagamento podiam ser ouvidos, enquanto ele caia no chão duro como uma pedra. Depois de alguns segundos encarando o corpo de Jake, Finn, cauteloso, continuou a andar pelo castelo.

Ele chegou à parte principal do palácio. Princesa Jujuba podia ser visto vista sentada em seu trono.

"Oh, Finn, obrigado por ter vindo! Todos os meus cidadãos se transformaram em zumbis!"

Eu mal pude entender isto, devido ao fato de que o áudio estava um pouco distorcido.

"Sem problemas, princesa. Mas acabei perdendo Jake no caminho pra cá... Alguma chance de você ajudá-lo?". O áudio se distorce novamente.

"Finn, não podemos ajudar as pessoas no Japão, podemos?". Finn se aproximou.

"No Japão, mas o que--“. De repente, o trono gira rapidamente, revelando outro trono por trás dele. Nele, estava a Princessa Jujuba, toda esverdeada e com metade de seu corpo faltando. Tudo o que restava eram os ossos. Ela pulou em direção ao Finn, mordendo violentamente sua cabeça. Muito sangue escorre de sua ferida, até que Finn cai, morto.

Uma musica estranha de violino (parecia com a musica de abertura do desenho, só que mais lenta) começou a tocar enquanto alguns zumbis carregavam os cadáveres de Jake e Finn pra fora do castelo. Eles atiraram-os do penhasco, e em seguida, comemoraram. De repente, eles voltaram ao normal, mas pararam segundos depois e fixaram para o penhasco, sem se moverem. A cena abruptamente muda para preto, e então um texto branco aparece, mostrando o seguinte:

"ESTE EPISÓDIO DE HORA DE AVENTURA FOI RETIRADO DO AR PELO GOVERNO DEVIDO AO SEU CONTEÚDO IMPROPRIO. VOLTAREMOS EM INSTANTES COM NOSSA PROGRAMAÇÃO DO CARTOON NETWORK. SENTIMOS MUITO PELO TRANSTORNO.".

Foi uma experiência traumática, com certeza. Demorei muito tempo pra conseguir pegar no sono, apenas para ser acordado pela minha mãe logo em seguida: era meu primeiro dia de volta as aulas.

Apenas um show



Olá, eu gostaria de escrever isso, em caso de que algo aconteça comigo. Aconteceu dois anos atrás, quando eu e meus colegas de quarto assistíamos a um... estranho episódio de "Apenas Um Show"

Era uma noite bem normal. Era abril em um entardecer. Eu estava zapeando alguns canais na TV, Riku estava estudando, Sora e Kairi estavam "se divertindo", se é que você entende do que estou falando... Sendo um sábado, significava que teria um novo episódio. Eu chamei Sora e Kairi, e eles vieram para a sala.

O programa estava começando. O titulo do episódio era "Tudo Acaba". Eu achei que o tema seria sobre Mordecai e Rigby acidentalmente causar o fim do mundo, e ter que reverter o tempo e espaço. Mas não. Nada acontece do nosso jeito. O episodio começou. Mordecai e Rigby estavam assistindo TV quando um anuncio de uma loja de armas apareceu na tela deles. O seguinte exato anuncio foi esse:


O Incrível Mundo de Gumball: Mercy Street



Ele começa com uma tomada da casa dos Wattersons. Pois é, este aqui se passa em Elmore, a cidade do programa. A família está sentada à mesa, provavelmente tomando café da manhã, quando Nicole pergunta se havia acontecido alguma coisa na escola, como se já soubesse que algo de errado aconteceu. Gumball, não arranjando uma desculpa que prestasse, simplesmente resolve falar a verdade para sua mãe; devido à mal comportamento, ela e Richard terão que ir até a escola conversar com a professora, o diretor e um terceiro cara qualquer não especificado por Paul.

Lá, na sala do diretor Brown, está sentado todos da família. E obviamente, também está lá o diretor, segurando um papel, e a professora de Anais (que não é a professora de Gumball e Darwin). Descobrimos também que a razão dos Wattersons estarem ali não é Gumball nem Darwin, mas sim a aparentemente dócil Anais. Acontece que a professora havia pedido para que seus alunos escrevessem uma redação sobre "liberdade de expressão". Eu sei que seria um tema incomum para se passar para alunos de 4 anos, mas vale lembrar que Anais era muito inteligente, portanto ela talvez tivesse avançado "algumas" séries. Nicole não entende o que tem de tão errado na redação de sua filha,então o diretor começa a lê-la.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

O Filme Cancelado da Nickelodeon

Já parou pra pensar que quanto mais vezes você assiste um desenho da Nickelodeon, mais sombrio ele parece ficar? Bem, o que você verá é muito parecido com isso...


Um amigo meu trabalhava no estúdio. Eu nunca me lembrei do que ele fazia lá, mas eu me lembro de que ele trabalhou no estúdio por algum tempo. Isso foi na época em que Hey Arnold: O Filme foi lançado, e ele me disse que depois do filme, a Nickelodeon planejava fazer três coisas:

- Uma nova temporada de Hey Arnold com um enredo mais atualizado e que não haveria conexão com a série original (CANCELADO).

- Uma nova série em live-action que se passava em 1990, com um estilo bastante sombrio (parecido com “Clube do Terror”) sobre crianças que viviam em um beco sem saída (CANCELADO)

- Um filme de TV baseado na série em live-action cancelada.

Bem, enquanto as duas séries foram canceladas, o filme permaneceu nos projetos. Eles queriam voltar para a década de 90 com este filme, e teriam conseguido. Meu amigo me contou sobre a contratação de escritores de seriados infantis e sombrios para escreverem o filme, intitulado "Grimland". Aparentemente, havia uma disputa entre vários escritores, levando a execução do projeto. Ele me disse que teve a chance de ver como era a produção. Gravei algumas partes de nossa conversa, porque seu estado parecia piorar desde que ele mencionara o filme pra mim pela primeira vez:

“O filme ’Grimland' se tratava sobre a década de 1990 e sobre as merdas assustadoras que haviam na TV naquela época. Eu me opus à idéia da nova temporada/reinicio de Hey Arnold, porque o plano era colocar os personagens em temas mais adultos... Os avós de Arnold teriam morrido depois do filme, fazendo com que Arnold tivesse problemas em sua vida. Helga se torna extremamente obcecada com Arnold ao ponto onde, no primeiro episódio, ela se enxerga pesadamente grávida com o filho de Arnold (ela vê um bebê com uma cabeça de futebol em forma de uma sonografia, onde no final da 1ª temporada, ela teria o bebê.). Isso se tornaria uma espécie de ‘piada recorrente', onde Helga desfrutaria cada momento de sua suposta ‘gravidez’, esfregando-a na cara de Arnold e tentando forçá-lo a se casar com ela por causa do bebê, para o que ele se recusava. Ela esfregaria constantemente sua barriga, perseguindo-o profusamente, ao contrário do medalhão com sua foto como na série original. Segundo o script, ela diria em um ponto dos episódios: ‘Devido às suas ações descuidadas, agora tenho um pedaço de você dentro de mim’. Gerald iria juntar-se a um grupo de pessoas para trabalharem intensamente na produção da série. Esta série nunca seria direcionada para crianças, devido não só às mudanças de personagens (especialmente com a gravidez de Helga), mas também ao fato de que haveriam temas mais adultos para a série, incluindo indicações do Sr. Simmons ser homossexual, Curly (o psicopata da escola) matando animais, lesbianismo, intercursos sexuais, e tantos outros. Fico muito aliviado pelos executivos nunca colocarem-na no ar..."

Depois de um tempo, fiquei curioso. Perguntei a ele sobre a segunda série, e ele me disse: "Não deu em nada. Bem... Isso é uma mentira. Eles a transformaram em um filme". Isso me intrigou bastante. Perguntei se o filme chegou a ir ao ar: "Nem pensar! Quero dizer, o filme havia sido gravado, editado e tudo mais, mas há uma GRANDE RAZÃO dessa porra nunca ter ido ao ar!". Seu argumento deixou bem claro para mim que alguma merda muito estranha havia acontecido. Notei que seu rosto estava muito pálido, então lhe aconselhei para ir pra casa dormir um pouco. Recebi um email dele recentemente, e decidi incluí-lo aqui, já que o email é bem relevante.

"Ei cara, eu não tive um pingo de sono ontem. Todas essas memórias começaram a se infiltrar em meus sonhos. Eu quero deixar bem claro que sim, eu vou te dizer tudo o que posso te dizer, mas há um ponto onde toda essa merda termina, cara! Falo com você mais tarde. Preciso tentar dormir um pouco..."

"O que posso te dizer sobre 'Grimland’? Bem, primeiro havia a equipe de roteiristas. Todos eram anfitriões de seriados obscuros e desconhecidos, o que era estranho para uma rede como a Nickelodeon contratar cerca de 10 ou 11 deles para um filme. Outra coisa eram as idéias que eles tinham. Quais foram as idéias? Bem, vamos ver, em primeiro lugar a abertura era completamente maluca. Tudo começou com duas crianças em uma noite de Outono de luar (nevoeiro pesado e tudo mais, e algumas coisas irreconhecíveis no meio do nevoeiro) correndo pelas ruas de uma cidade. Um tropeça e cai, e pede para seu amigo ajudá-lo. Há uma cena do filho da puta sendo arrastado por alguma coisa, gritando, já que seu amigo imbecil ficara um bom tempo contemplando-o sem fazer absolutamente nada para ajudar. Em seguida, um barulho de carne sendo rasgada e amassada pode ser ouvido, e os gritos pararam, como se alguém estivesse comendo o garoto vivo. Em seguida, o outro garoto sai andando, e o título do filme aparece. O que diabos eles estavam pensando quando fizeram aquilo?! Bem, eles acabaram usando ESSA abertura, mas o script fora um pouco alterado. Uma dessas alterações era que o personagem principal era um adolescente de 13 anos com um pai abusivo, e o outro, um adolescente de 16 anos solitário, sem família nenhuma. Agora havia conflito, mas alguns dos roteiristas tinham algumas idéias e indicações muito boas. E então as coisas ficaram esquisitas, como a explicação da importância do nevoeiro pesado da abertura, mas isso nunca chegou muito longe a ponto de passar. Bem, havia algumas lutas, alguns chingamentos do tipo 'Foda-se’, e mais algumas coisas tão mínimas e bizarras que não me recordo mais. O resto, em ‘memória dos escritores falecidos’, usava alguns personagens como referencia. O script explicava que o pai do garoto de 13 anos havia abusado sexualmente de uma garota, fazendo com que ela se convertesse para a bruxaria. O garoto solitário teria uma relação com uma das personagens (a menina bruxa, pra ser mais exato), engravidando-a por estupro em uma cena mais ou menos na metade do filme, resultando no garoto acabar com os miolos espalhados no chão, por meio de um suicídio forçado. Havia contagens elevadas de sangue, mutilação, sadismo, essas merdas em todo o lugar! E o maldito executivo PERMITIU que essa merda passasse!"

Depois de um tempo, eu lhe disse que deveriamos parar e mudar de assunto. Ele disse, e eu tenho quase certeza que gravei isso na fita; ele disse que: "Eles queriam MATAR todas as crianças! As coisas que não podiam ser vistas no meio do nevoeiro na abertura, eram canibais hipnotizados por aquela filha da puta. Todos eles foram descritos em detalhes gráficos, cada cena, cada personagem, TUDO! E o dia em que as filmagens começaram ainda me assombram..."

"Bem, no início das filmagens, eles escolheram os papéis PERFEITAMENTE! A cena de abertura foi gravada em meados do final de Novembro. A produção era um show de horror. Quero dizer, merdas bastante gráficas. Mas você quer saber o que era mais assustador? Eles gravaram uma cena onde a garota bruxa, de seis anos de idade, é obrigada a ver seu próprio pai tirar suas roupas e molestá-la. Eles basicamente gravaram uma cena de pornografia infantil, de pedofilia, para um filme da Nickelodeon! O executivo ficou sabendo disso e imediatamente exigiu que a cena não fosse usada. O diretor ficou puto, e ele queria vingança… Ele fez com que o pessoal gravasse umas cenas violentas pra caralho, cara. As mortes descritas no script já eram horriveis, mas quando elas puderam ser VISTAS, fiquei tão enojado com as cenas que eu praticamente vomitei. No dia seguinte, dei o fora daquele lugar do caralho. "

Isso aconteceu a alguns meses atrás. Quando eu perguntei a ele sobre o filme, ele disse:"Provavelmente está em algum lugar no meio dos arquivos. Que Deus tenha piedade da alma daquelas pessoas..." Mas uma coisa que ele se lembra perfeitamente é a cena do suicídio forçado, a cena que não foi “encenada”. Perguntei aos estudios da Nick sobre este filme, e eles basicaente me expulsaram de lá.

Meu amigo se matou alguns dias depois; sua carta de suicidio afirmava que os sonhos estavam ficando cada vez piores, e isso estavam acabando com seu sono cada vez mais. Ele não conseguia mais lidar com aquilo, e só disse no final da carta que amava sua mãe acima de tudo. Ele se enforcou em uma árvore de seu quintal. Em sua memória, eu quero encontrar esse filme, qualquer que seja a maldição e os pesadelos que o filme pregou nele, parecem ter chegado a mim. Estou determinado a encontrar este filme, nem que ele me leve para o túmulo...