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segunda-feira, 28 de outubro de 2013

A Brecha


Sempre, sempre acontecia! Todas as noites meus pesadelos eram regados pela visão obtida com a pequeníssima brecha na porta do meu quarto. Minhas tentativas de sumir com aquela brecha eram, sem exceções, falhas. Por mais que eu fechasse a porta; nem com força, nem trancando, aquela brecha se desfazia. Havia algo através daquela abertura, algo que eu desejava incessantemente descobrir e, claro, me livrar.

A voz daquela coisa, sua voz... Era repugnante! O irônico "Kenny, venha brincar", dito por aquilo toda santa noite, divulgava-me um fato horripilante e desagradável: ele sabia meu nome! Mesmo que sua voz já tivera sido por mim ouvida, uma única parte do corpo, apenas uma, eu tinha ciência - a qual sinceramente eu desejava nunca ter conhecido: os olhos. Eram apenas pequenas bolinhas amarelas, destacando-se em meio ao negro forte de seus glóbulos oculares, no entanto o medo que podiam transmitir era tão imenso quanto o amor de uma mãe...

Toda noite meus batimentos cardíacos aceleravam, meus olhos se arregalavam, o suor escorria pelo meu rosto, rápido e abrupto, tal como uma gazela fugindo de um leão voraz. A sensação nauseante de encarar aquela brecha, aquela criatura... Escutar os sons da voz rouca daquele ser abominável! Terrível! Todavia, um dia esse pesadelo teve fim - infeliz, diga-se de passagem.

Foi o dia em que eu tomei coragem - por pura precipitação - de ir até aquela porta e desvendar o mistério que tanto me angustiava, descobrir o que demônios jazia naquela maldita brecha. Ideia definitivamente decepcionante. Difícil foi descobrir a natureza sádica omitida por trás desse pesadelo quase inacabável.

Traumático, impossível, inadmissível! Tenebrosamente impossível admitir que na realidade o que tanto me assombrara, era a verdadeira forma do ser que me criou...

Aquilo era minha querida mamãe...

Autor: Leon Leonidas

sábado, 26 de outubro de 2013

Sombras Noturnas

A lua está acima de minha cabeça, eu ando sozinho mas com a companhia das sombras que se projetam nas paredes estreitas dos becos em que me encontro vagando.

Sinto que algo me persegue, porém tenho medo de confrontar seja lá o que for. Continuo andando esperando que vá embora juntamente com o meu medo, mas isso não é algo de se livrar facilmente. Caminho esperando ver uma alma viva sequer, um cachorro que seja! Para acabar com essa aflição.

No entanto, nada. A sombra continua ali, me espreitando e me seguindo aos meus calcanhares. Olho as vezes para trás e sinto todo o horror e malícia em toda sua negritude. Meu coração se aperta como o de um animal em um abatedouro, porém, diferente de um cordeiro que se silencia à hora da morte, meu coração me denuncia no beco úmido. As batidas constantes e desenfreadas de meu coração delator.

Nítidos como faróis num morro escuro, os olhos da criatura se puseram a observar-me. Tão obstante se abriram, os meus quase saíram de suas orbitas ao se encontrarem por uma fração de segundo com os dele.

Por Deus! Quanta agonia e aflição em uma noite só!

A escuridão me assola e me pressiona. Minhas pernas já não suportam tanto medo e tremem feito galhos numa tempestade. A lua cintilante no céu é a única testemunha ocular de meu medo e terror.

As luzes da rua já se ascendem no final do beco. Sinto que não chegarei a tempo de ver as luzes da cidade mais uma vez. Aperto o passo num último esforço por escapar das garras da sombra que se projetam nos tijolos úmidos. Quando chego enfim ao fim do túnel das ilusões e insanidades, olho para trás; olho para o corredor da morte e vejo nada mais do que a imaginação de um homem bêbado.

Escrito por: Lucas José

sábado, 19 de outubro de 2013

O Casarão da Rua Flee

Era tarde da noite, algo em torno das 3:30 da manhã. A cidade estava fria, silenciosa e o tempo anunciava chuva. Eu e meu amigo estávamos voltando de uma noitada quando tivemos a ideia de entrar no casarão abandonado da rua Flee. O casarão da família Hopkins, que viveu ali durante duas gerações. Não foi preciso pensar muito - já que não estávamos pensando direito devido ao álcool. Decidimos ir.


A rua Flee era praticamente deserta e o único movimento que podia ser visto era o das folhagens e folhas das árvores quando sopradas pelo vento, assim como suas respectivas sombras que dançavam entre os muros. As vezes um ou dois cães também podiam ser avistados perambulando por perto. Chegamos a rua Flee em menos de 10 minutos. O casarão dos Hopkins ocupava um quarteirão inteiro, e as casas vizinhas, menores, estavam todas para alugar. Poucas eram as pessoas que moravam nas redondezas, se é que moravam. Pensando melhor agora, é bem raro ver uma luz acesa, mesmo nas casas habitadas. Os portões de metal do casarão estavam abertos, cobertos por ferrugem, folhagens e trepadeiras que desceram o muro e se enrolaram por entre as grades, forçando-as a permanecer sempre abertas. Entramos com o carro, devagar. Meu amigo ergueu a luz dos faróis; estava muito escuro e conseguíamos ver apenas o que era iluminado por eles. Parecia até que a luz da Lua não conseguia penetrar na residência. Uma fileira de mato e arbustos acompanhavam as laterais da estradinha pela qual o carro seguia - a vegetação reivindicou seu espaço, literalmente.

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Te Observando

Alessa era uma jovem garota que passava o dia olhando pela janela, talvez procurando algo de interessante ou algo do tipo.

Ela mora com os avós em uma casa pequena e confortável, o lugar da casa que ela mais gosta é o quarto onde tem uma enorme janela.

Nada de novo acontecia até que um dia, um garoto se mudou para a casa em frente a sua.

Ele parecia tímido e muito quieto, por coincidência ele estava usando a camisa da banda preferida dela, ela logo percebeu que eles tinham algo em comum.

Assim como Alessa, ele passava os dias olhando pela janela, sempre que ele olhava, ela sentia algo estranho, parecia que ele olhava diretamente pra ela.

Já era noite, Alessa tomou um banho quente e foi deitar. Era meia-noite e ela não conseguia dormir, era como se alguém estivesse observando ela dormir. 

Ela levantou e olhou pela janela, e lá estava ele, observando..

Ela fechou as cortinas e foi dormir, ou pelo menos tentar. No dia seguinte enquanto trocava de roupa ela percebeu que ele estava sentado e olhando ela trocar de roupa.

Aquilo foi a gota d'água, foi então que ela tomou coragem e foi até a casa dele tirar satisfações.

A porta estava aberta e a casa parecia vazia, ela subiu as escadas e foi até o quarto dele, ao entrar 
encontrou pregado na janela um bilhete que dizia: Não estou aqui, mas se você olhar pela janela poderá ver que eu ainda te observo.

Alessa desmaiou e quando acordou estava amarrada na cama, sentado ao seu lado estava ele, olhando pra ela mais uma vez.


15 minutos depois ele disse: Agora você e eu podemos nos olhar pra sempre, até o nosso sangue secar e a nossa carne apodrecer.

O que se sabe sobre Alessa é: Ela aprendeu a observar. 
Cuidado, ela pode estar te observando agora.  

terça-feira, 15 de outubro de 2013

O manual completo do suicídio

"Em 1993 o escritor Japonês Wataru Tsurumi publicava um livro que não tardaria em se converter em uma das obras mais polêmicas e controversas do Japão. Se trata do Manual Completo do suicídio, um peculiar guia que mostra com todo um luxo de detalhes os diversos modos que existem de passar desta para a melhor, de forma voluntária.

A primeira edição do 'Kanzen Jisatsu Manyuaru' vendeu mais de um milhão de cópias, se convertendo em um grande êxito em vendas.
O Japão é um dos países com os mais altos índices de suicídios e desde a publicação do livro, este é encontrado próximo ao corpo do suicida, em alguns casos, estudantes.

O livro pode ser considerado bastante limpo e direto, já que não condena nem incita ao suicídio e em nenhum caso, entra nos aspectos filosóficos ou morais desta última decisão pessoal.
Simplesmente, através de suas 198 páginas, se dedica a descrever com riqueza de detalhes e de forma explícita, como tirar a própria vida com métodos como overdose, enforcamento, auto-defenestração afogamento, envenenamento por monóxido de carbono, etc...

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

5 casos completamente bizarros de maldições que deram certo

Por mais cético que você seja, é bem provável que, em algum momento da sua vida, você tenha acreditado em uma ou outra história macabra. As histórias que você vai conhecer a seguir são bastante medonhas e, acredite você ou não, elas são reais também. A questão é: será que elas têm relação com alguma maldição ou será que não passam de coincidências?

1 – A maldição do homem de gelo



Homem de gelo foi o apelido ganhado por Oetzi, cujo esqueleto foi encontrado em uma região dos Alpes entre a Itália e Áustria, em 1991. A maldição tem a ver com a morte de sete pessoas que estiveram envolvidas com o resgate dos ossos de Oetzi. Entre esses sete óbitos, quatro foram causados de maneira muito violenta ou estranha.

A primeira das mortes ocorreu em 1992, quando o médico forense Rainer Henn, que colocou os ossos de Oetzi em um saco com as próprias mãos, sofreu um acidente fatal de carro enquanto ia a uma conferência para falar sobre o Homem de Gelo. Kurt Fritz, que levou Henn até os ossos do homem encontrado, morreu durante uma avalanche. A terceira vítima foi o homem que filmou a descoberta – ele morreu de câncer no cérebro.

O quarto a morrer foi Helmut Simon, a primeira pessoa a perceber o corpo de Oetzi no gelo. Depois de ficar desaparecido por oito dias, seu corpo foi encontrado com o rosto de frente para um córrego, onde ele “pousou” depois de despencar de um penhasco de quase 100 metros de altura. A pessoa que encontrou e resgatou Helmut, um homem chamado Dieter Warnecke, morreu de ataque cardíaco uma hora depois do funeral de Helmut.

A sexta pessoa a morrer foi o cético Konrad Spindler, por esclerose múltipla, seis meses depois de declarar que as associações das mortes com uma possível maldição do homem do gelo eram “coisa da mídia” e que “se fosse assim, daqui a pouco estarão dizendo que eu sou o próximo”.

A última pessoa a morrer foi Tom Loy, o cientista que descobriu vestígios de sangue humano no Homem de Gelo. Loy morreu de uma doença no sangue. Doença essa que, coincidentemente, foi descoberta em 1992, no ano em que o cientista começou a investigar o corpo de Oetzi.