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domingo, 20 de janeiro de 2013

Banco de Trás

Essa história que vou contar realmente aconteceu comigo. Não sou um motorista ruim e não tenho medo algum de dirigir sozinho, mesmo em lugares que desconheço o caminho.

Mas existe algo que me perturba dentro do carro.

Se estiver com alguém não existe problema nenhum. O problema é se estou sozinho à noite.

Conheço muitas pessoas que compartilham essa minha angústia, quando estão sozinhas no carro não conseguem parar de olhar para o banco traseiro, na impressão que existe alguém ali, ou ficam apreensivos, olhando o espelho retrovisor, como se algo esperasse entre as sombras do banco dos passageiros.

Normalmente circulo à noite com minha namorada e alguns amigos, deixando eles em casa pelo caminho, sendo que minha namorada é a última casa da rua, depois faço o retorno e volto para casa.

Mas não naquela noite.

No caminho, a bagunça habitual dentro do carro. Deixei todo mundo, e quando deixei minha namorada o silêncio e a solidão tomaram conta do ambiente.

Nesse dia me fez falta o som do carro, que havia quebrado há pouco tempo, normalmente ele é a melhor opção para me distrair. Fiz o retorno com o carro a caminho de casa.

No caminho, porém, comecei a me sentir extremamente desconfortável. “Aquele velho medo de novo” não conseguia parar de pensar.

Respirei fundo, virei a cabeça e olhei para trás. Nada. Claro, por que haveria?

Após alguns momentos comecei a sentir como se estivesse sendo observado de novo. Dando pequenas olhadas no retrovisor, a única coisa que eu via no bando traseiro eram as luzes dos postes passando, intercaladas com a sombra dos espaços entre eles.

E a cabeça de uma mulher.

Tomei um susto tão violento que quase cometi um acidente. Entre os movimentos da luz e da sombra por um momento achei ter visto a cabeça de uma mulher, com longos cabelos negros sobre o rosto, mas era apenas o encosto da cabeça do passageiro.

Uma peça ilusória que minha mente havia me pregado no jogo de luz e sombra.

Mas é claro que depois daquilo minha imaginação não parava de imaginar as piores coisas.

Ria sozinho e tentava me distrair, mas não conseguia deixar de olhar de vez em quando para o espelho, encarando no escuro aquele contorno redondo do encosto, e rezando para não ver mais aquele rosto.

Depois do tempo que pareceu durar uma eternidade cheguei em casa, finalmente poderia sair daquele carro, finalmente poderia relaxar.

Sorri despreocupado quando parei em frente ao portão do condomínio.

A segurança do condomínio é reforçada, e eu abri a janela para o guarda me ver e liberar a passagem.

Mas o portão não abriu.

Olhei para o guarda na guarita, sorri e disse “Não está me reconhecendo, sou o morador do 101”

Ele franziu os olhos e mirou com a lanterna na janela

- Estou reconhecendo, mas quem é essa mulher atrás de você?

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

O manequim

Eu acho lindo como minha filha, Karen, tem uma imaginação vívida. Ela sempre me agradece por carregá-la para a cama depois que ela adormece no sofá. Mas eu nunca faço isso, eu descobri que ela acorda, muito sonolenta, e caminha para a cama sempre que isso acontece.

Uma noite, Karen e eu estavamos assistindo a um filme. Normalmente, eu não a deixo ficar até muito tarde, mas já que era verão, que mal podia fazer?

E eis, que nós duas caímos no sono, Karen no sofá, e eu na poltrona. Eu acordo e olho para o relógio, 02:47 da manhã. Eu peguei o controle remoto e desliguei a televisão.

"Karen, hora de dormir", eu disse meio grogue. Nenhuma resposta. Eu inclino minha cabeça para ter uma visão melhor do sofá, e, para minha surpresa, Karen não estava ali. Eu fui para o andar de cima onde ficava seu quarto, só para ter certeza de que ela estava dormindo.

Eu empurrei a porta e liguei a luz. Karen virou-se, e olhou para mim, um pouco confusa.

"Você me acordou," ela disse, "obrigado por ter me carregado mãe."

"Eu não a carreguei filha. Você acordou se levantou e foi para o seu quarto, sua boba. "

"Não, eu não ... você me carregou. Eu acordei quando estávamos na escada, e vi seus braços por debaixo das minhas pernas. "Eu congelei. Eu sei que ela tem uma imaginação enorme, mas isso era muito estranho para mim. Eu tentei colocar alguma lógica na situação, rotulando um de nós, como sonâmbulos. Mas não consegui ver algum sentido no que Karen havia me dito, então me lembrei que poderia gravar minha filha, assim saberia o que estava acontecendo, resolvi que iria comprar uma câmera.

Fui na loja, e comprei uma câmera. Uma vez carregada, eu coloquei a câmera sobre uma mesa lateral, de modo que tinha uma visão bem ampla da sala de estar e da escada. Perfeito!

De noite, Karen foi para o sofá assistir seu desenho favorito, Bob Esponja.

"Divirta-se com a maratona do Bob Esponja filha. Eu vou para a cama. " Eu falei.

"Ok, boa noite!"

Antes de ter ido para o meu quarto, liguei a câmera. A luz de gravação estava ligada, então fui para minha cama.

A luz da manhã veio e inundou meu quarto. Imediatamente me lembrei da gravação de ontem à noite, então saí correndo da cama, e fui direto para a câmera. Peguei a câmera e liguei em meu computador para ver o que havia acontecido na noite passada.

Tudo parecia normal nos primeiros episódios da maratona de Bob Esponja. Mas então chega o episódio em que um verme grande invade a Fenda do Biquini. Eu sempre ria daquele episódio quando o Patrick dizia "devemos ter cuidado para não nos afogarmos Bob Esponja!"(afinal, eles já estão dentro da água) Então, é claro, eu estava esperando essa frase. Eu estava pronta para rir quando notei que algo não estava certo com o episódio. Durante aquela cena em que todos os cidadãos da cidade estão debatendo o que fazer no Siri Cascudo, eu percebi que havia um manequim aleatório jogado no meio da multidão. Mas, em vez de ser um personagem desenhado como o resto dos peixes no desenho, o manequim era realista, err, mais ou menos. Ele não tinha olhos, ouvidos, ou nariz, mas a maioria dos manequins também não. No entanto, ele tinha uma pequena boca.

Eu sei que às vezes tem escondido no Bob Esponja algumas insinuações sexuais, mas um manequim aleatório no meio da multidão não parece ser "normal" no Bob Esponja. Por fim, o episódio tem a minha parte favorita! Mas o episódio ainda não estava certo. Patrick começou a dizer sua frase, mas a frase que ele disse foi perturbadora.

"Devemos afogar o manequim e mandá-lo para o mundo de Karen, Bob Esponja!", ele disse, enquanto olhava diretamente para a tela.

Fiquei com medo. Será que ele realmente só quis dizer um nome aleatório, ou estava falando da minha filha?!

Como o episódio continuou, o peixe da Fenda do Biquini começa a empurrar o manequim para um pequeno lago e a visão muda para a frente da tela, o manequim parece estar afundando para fora da tela. Depois de uns minutos que o desenho fica sem som, o manequim começa a passar através da televisão! O manequim atravessa aos poucos, então cai e bate com força no chão, bem em frente a minha filha, aquilo realmente estava acontecendo, então o manequim se levanta.

Neste ponto, os meus olhos estavão arregalados de medo, mas eu simplesmente não conseguia parar de assistir.

O manequim continuava duro em pé por alguns minuutos, e minha querida filhinha estava dormindo no sofá, sem imaginar o que estava acontecendo em frente a ela.

Finalmente, houve um movimento.O manequim sorriu e pegou Karen nos braços, e, sorrindo, levou minha filha até seu quarto..

Passaram-se alguns minutos, eo manequim fez o seu caminho de volta para baixo e para dentro da sala de estar. Pensei que o manequim voltaria para dentro da televisão ou algo assim, mas eu estava errada. Em vez disso, ele caminhou lentamente para a câmera.

Finalmente, a "cara" do manequim estava ocupando toda a tela no meu computador. Ele me dá o mesmo sorriso que deu é Karen, mas o sorriso muda rapidamente. O sorriso torna-se uma visão aterradora de várias fileiras de dentes afiados e amarelos, começa a aparecer o nariz e os olhos frios que o manequim não parecia ter. Oh meu deus! Ele está entrando através do meu compscrgheeuuiruhregvvoouurhirnijvtteekjdsoijgijppeeggaarrogohreh

Luna Game

Em 3 de Abril de 2011, um jogo foi postado no site “Equestria Diary”, chamado “Luna Game”. Parecia inofensivo, então algumas pessoas acabaram baixando-o. Não demorou muito para essas pessoas descobrirem que não era tão ofensivo assim..

O jogo começa e você controla Princesa Luna (a pônei unicórnio-pegasus). É um jogo de plataforma bem simples, onde você é capaz apenas de se mover e pular com as setas do teclado. Porém, depois de cerca de vinte segundos de jogo, (ou mais alguns segundos, se você estiver parado), a tela de repente corta aleatoriamente para uma das duas imagens: Pinkie Pie, com um olhar estranho (estilo “Zalgo”), ou Apple Bloom, com um olhar macabro e malicioso. Neste ponto, um dos quatro remixes sinistros de músicas do desenho começa a tocar aleatoriamente, com murmúrios e gritos tocando ao fundo. Você então percebe que o jogo não fecha nem com a tecla ESC nem com ALT + F4. O cursor do mouse ficará preso na parte inferior direita da tela, e a janela do jogo ficará sob todas as outras janelas. A única maneira de fechar o jogo, neste momento, é abrindo o Gerenciador de Tarefas (via CTRL + ALT + DEL) e finalizando o processo, navegando para o programa usando as teclas de seta e apertando Enter ou ALT + E. Caso contrário, o jogo fecha automaticamente depois de certo tempo.

Depois de ter “fechado” o jogo, quando as pessoas entram na pasta onde eles haviam salvado o jogo, eles se deparam com uma infinidade de imagens (dependendo da imagem que apareceu para o jogador no final) e arquivos de texto, intitulado "The End is Neigh". O texto dentro dos arquivos também continham somente essa misteriosa frase: “The End is Neigh".

Nas primeiras impressões, os fãs do desenho pensavam que o jogo era uma espécie de forma sádica para espalhar um vírus de computador, sob o disfarce de um “inocente” jogo, mas depois de um tempo (e muitas verificações de vírus), foi confirmado que era apenas uma brincadeira macabra. O jogo em si não modifica nem exclui nenhum dos arquivos do computador do usuário; ele simplesmente salva imagens e documentos de texto. Embora que, quando o usuário baixava o jogo direto em sua área de trabalho, se tornava bastante irritante ter que excluir todas as fotos e documentos de textos geradas em seu computador (A não ser que se o usuário tenha sido esperto o suficiente para salva-lo em sua própria pasta).

Se você quer conhecer o jogo, faça o download >>AQUI

Vocês foram avisados !

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Os 10 Melhores Assassinos dos Filmes de Terror

Em 10° lugar: A Órfã.

A história do filme é sobre um casal que após a morte de um dos seus filhos no nascimento, resolve adotar uma misteriosa garota de 9 anos.




segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Jogue para Ganhar

Assunto: RE: Encontro 3: Exercício
De: industrialresolution@gmail.com
Data: Quarta-feira, 12 Dez 2012 07:31:16 +0000
Para: d.j.faulk@well.net

Caro Dr. Faulk,

Deixe-me começar agradecendo você, Doutor. Eu sei o porque de você estar pedindo para eu fazer isso, e eu espero que escrever sobre me ajude a superar. Eu não tenho mais ninguém a quem recorrer, especialmente não aqui, e você é o único profissional que se prendeu a mim apesar de tudo. Eu percebi que é apenas medo de falar. Toda palavra que eu escrevo agora é alguns segundos que eu posso adiar de escrever os detalhes do que aconteceu. Mas eu prometi que eu o faria, não falei?

Começou quatro meses atrás, mas parece muito mais tempo. Eu estudava na Faculdade de Liverpool, tinha começado recentemente. Eu nunca tinha estado longe de casa antes, e eu não tinha noção do que levar comigo. Minha mãe comprou um novo laptop para estudar, e é engraçado, a única coisa que eu me lembro com clareza daquele vago, vazio dormitório escuro era o bocal quebrado de internet. Não havia wi-fi, apenas uma porta de internet, e estava fodida além das minhas esperanças. Quando eu me queixei a respeito, eles disseram que arranjariam alguém que arrumasse, mas demoraria um tempo. Novos estudantes significava que todos estariam ocupados por um tempo. Eu tinha levado alguns livros, mas não seria o suficiente para me manter entretido por muito tempo. O quarto não tinha uma antena para a TV portátil que eu tinha trazido comigo, então eu fui para a cidade procurar alguns DVDs ou algo do tipo.

Bem, quando eu cheguei lá, eu descobri que DVDs estavam fora de cogitação. Eles eram muito caros para que eu gastasse meu dinheiro neles. Entretanto, quando olhei algumas lojas de caridade, eu logo achei um decente número de fitas VHS que custavam 50 centavos, muito, muito, muito mais baratos que um DVD. De fato, eu podia comprar 20 fitas pelo preço de apenas um DVD. Antes de eu comprar, obviamente, eu tinha que ter um tocador de VHS, e eu não via um desses fazia anos. Eu perguntei a respeito sobre isso para o cara na loja, mas ele não tinha ideia aonde eu podia conseguir um desses. Eu comprei as fitas de qualquer jeito, achando que eu conseguiria um em outra loja. Eu devo ter procurado por toda a cidade de Liverpool por um tocador VHS, ou eu estava tão mal acostumado com o lugar que eu achei que tinha. Já quase sem paciência com a coisa toda, decidi dar uma olhada em uma loja de penhores como uma última tentativa. Mas talvez custaria um pouco mais caro. Mas eu já tinha comprado as fitas, e seria um desperdício, quase como jogar fora, se eu não as assistisse.

Você provavelmente conhece esse tipo de lugar. Tinha o nome de "trato" ou "descontos" ou algo do tipo. Eu acho que provavelmente não está mais lá agora. Algum desses cartazes estavam visíveis na janela, por trás das grades que tinham sido colocado na frente delas. Eles provavelmente tinham tido problemas com vândalos.




O cara tinha dois tocadores de VHS no fundo da loja e eu poderia ter cada um por 10 libras, mas ele também me disse que eu poderia ter um entregue no campus na manhã seguinte. Aparentemente, ele tinha um amigo que trabalhava com despejo de casa, e ele ficava feliz em se livrar de algumas coisas. Eu fiquei pensando porque ele se livraria de uma venda, mas não me importei. Salvar uma grana é muito importante para estudantes. Então no dia seguinte quando eu chequei com o correio do campus, lá estava. Eu levei o tocador para o meu quarto e o coloquei perto da TV que tinha ficado lá no dia anterior.

Eu vou fazer uma pausa disso agora, Doutor. Minhas mãos estão tremendo, e eu me lembro o que você disse na última sessão sobre levar as coisas mais devagar. Eu começarei de novo quando puder.

Assunto: RE: Encontro 3: Exercício parte 2
De: industrialresolution@gmail.com
Data: Quarta-feira, 12 Dez 2012 09:53:02 +0000
Para: d.j.faulk@well.net

Ok. Eu sei que tenho que explicar o mais claro possível, então vou fazer aos poucos. Eu vou dar o meu melhor para lembrar de tudo.

Obviamente a primeira coisa que eu fiz foi instalar o VHS. Ainda era um quarto muito novo para mim, então eu tive que ter certeza que tudo estava onde eu queria que estivesse. Eu coloquei o tocador de VHS no armário de cabeceira, com a TV em cima no lado oposto onde estava a cama no quarto. Não foi até que eu tinha arrumado tudo que ele cuspiu uma fita para fora. Eu nem sabia que tinha uma lá dentro, então fiquei surpreso. Eu a tirei da "boca" do tocador e dei uma olhada. Era apenas uma fita de VHS preta, rebobinada até o início. Não tinha rotulo em nenhum lugar, e a única coisa que era estranha na fita era a marca do fabricante. Caracteres japoneses ou chineses, pensando que pelo pouco que eu sabia, podia ser Coreano também. Eu não fazia a menor ideia. Três símbolos. Eu deixei a curiosidade me levar. Qualquer um teria. Eu pensava ser algo sério ou talvez um filme. Nada mais pessoal que um batismo, casamento ou qualquer coisa. No pior, poderia ser um funeral. Deus, eu estava tão errado.

Eu coloquei a fita de novo dentro, e começou a tocar imediatamente. Eu vou descrever exatamente o que eu vi. Com o máximo de detalhes que puder.

A imagem era a mais clara que eu já tinha visto gravada em uma fita cassete. Não estava granulada. Não tinha linhas da gravação. A primeira coisa que eu vi no vídeo era uma pequena imagem de um campo, ou uma campina, com uma única árvore nele. Alguém tinha editado umas borboletas, e embaixo da imagem havia mais alguns desses símbolos asiáticos. Depois de alguns segundos uma barra preta foi colocada sobre os caracteres, opaco o suficiente para vê-los por baixo dela. Uma legenda que continham as palavras "Jogue para ganhar!".

Vagarosamente, a imagem foi sumindo até aparecer um set de estúdio, onde continham dois pódios. Os pódios tinham sido cobertos com um tipo de tecido brilhante, e tinha obviamente sido feito para parecer como um game show. O vídeo era claro o suficiente para ver o pano de fundo, que partes dele era o mesmo pano brilhoso, e partes onde estava descoberto, mostrando o que parecia ser canos e revestimento de placas de metal atrás do pano. Uma voz de fundo em uma língua que eu não conhecia começou a falar entre uns closes de um homem atrás dos pódios, um sorridente e grisalho apresentador. Ele então começou a falar, e a câmera virou para segundo pódio, onde um homem mais novo estava de pé, parecendo um tanto nervoso. Tinha que ser um game show. Eu estava certo de que era. Apenas um estranho game show da China, ou algo assim. Eu apenas continuei olhando porque parecia tão amador que poderia ser engraçado.

A voz de fundo continuou por um pouco de tempo até que o "anfitrião" aparecesse de novo. Parecia que o programa estava prestes a começar. Ele ergueu alguns cartões em sua mão, e falou em voz alta, muito rápido, com a câmera cortando para o apresentador e para o participante. Eles falavam rápido, cada um na sua vez, e as legendas voltaram, perguntas e respostas se movendo rapidamente na parte de baixo da tela.

Eu me vi pausando rapidamente para que eu pudesse acompanhar o texto apropriadamente. As perguntas de início eram fáceis, e o participante respondia-as alegremente. Coisas bobas, como "Quando foi assinada a declaração da independência americana?” e "Como era o primeiro nome de Mozart?”. Depois de um tempo as perguntas começaram a ficar mais difíceis, e mais obscuras. Logo, o participante errou. Ele não tinha sido capaz de dar o nome do segundo campeão mundial de xadrez. Até agora tudo estava bem calmo. Era uma boa ideia. Um jogo rápido de perguntas e respostas que iam ficando difíceis conforme iam sendo respondidas. Mas quando ele errou, ele quase caiu. Ele bateu suas mãos em cima do pódio, e deixou sair de sua garganta um estranho gemido.Eu nunca tinha visto um jogo de perguntas como esse. Eu não tinha ideia de qual era o prêmio. Nem se ele estava perto de ganhar, ou se era um grande perdedor. Então, um homens vestidos em preto, provavelmente para que ficassem bem visíveis para o espectador, apareceras e um deles amarrou uma fita vermelha em cima das sobrancelhas do participante. As perguntas continuaram, mas ele estava visivelmente tremulo e errou mais duas vezes. Mais fitas. Em volta de dois dedos das mãos opostas.

A rodada terminou, e alguns números apareceram na tela, mas sem legenda para explica-los, e Eu não tinha ideia dos seus significados. A câmera voltou para o participante, que estava agora soluçando baixinho para si mesmo. Os homens voltaram, e um deles levantou-o pela nuca, enquanto o outro segurava uma serra de arco. Tudo era tão detalhado, e tão distante de qualquer outro filme que eu já tinha visto. O homem com a serra de arco a colocou encostada embaixo da parte amarrada em sua testa e começou a serrar, lentamente. A câmera deu uma falhada e o participante começou a gritar alto. Depois de alguns segundos de gritos, o som foi retirado, um segundo de silencio até que fosse substituída por uma faixa de risada. A visão dos braços do homem sendo segurados com força e sendo lentamente puxados me fez sentir tão enjoado, e a risada era tocada em loop até que ficou mais parecida com um guincho alienígena do que uma risada.

Quando tinha acabado, a câmera focou nos membros sangrentos que estavam caídos no chão, os dedos ainda se mexendo fracamente. O participante continuava a gritar, com sua boca sem som em "O" atrás do som enlatado da risada. Quando os homens terminaram e a câmera focou no homem, ele estava apoiado no pódio, pálido e tremendo.

Outro foco no apresentador, e ele continuou normalmente, como se o homem não tivesse acabado de ser desmembrado na frente de seus olhos. "Segundo round", dizia a legenda, enquanto um dos torturadores colocava um pequeno saco com cubos coloridos no pódio do participante. "Sem tocar duas cores!" Diziam a legenda em cima da voz do apresentador. O participante tentou pegar um com os dedos que sobravam, mas o sangue tinha sujado todos, e olhando para eles por um segundo e pousou-o no pódio com determinação. A câmera sacudiu um pouco enquanto ele caia para trás com os olhos fechados. Então o vídeo cortou por um tempo. Sacudiu um pouco até a próxima cena focar. O participante tinha sumido, substituído por uma jovem mulher, que pegou os cubos sangrentos sobriamente colocando todos rapidamente no pódio rapidamente e fazendo o melhor barulho que pudesse. O tempo correu no canto esquerdo inferior da tela. A tela mostrava os dedos dela enquanto fazia o seu trabalho rapidamente, colocando os cubos, seus dedos manchados com o sangue do homem anterior. Um por um ela fez, e quando o tempo acabou ela começou a correr tentando fugir, pega rapidamente por outro homem vestido em preto. O apresentador riu, uma risada fina, gargalhada falsa de game show enquanto eles amarravam uma fita vermelha na garganta dela. Dois homens entraram para realizar o que tinha de ser feito. Um a segurou, como antes. O outro começou a "trabalhar" com a serra. A câmera deu zoom no rosto da mulher.

Capturando cada centímetro da sua face, e quando a serra começou a deslizar em sua carne, cada traço de sua agonia. Seus olhos se projetaram de seu rosto, e sua feição começou a inchar. Ela gritou o tanto quanto seus nervos conseguiram aguentar, e antes do som ser coberto com a faixa da risada, sangue esparramou por seus lábios e bochechas. Depois, quando seus olhos voltaram ao normal, negligentemente, dentro de seu crânio, a câmera desfez o zoom para mostrar sua cabeça cair. Deram close na cabeça no chão. Apenas lá caída. As pálpebras contraídas, sem estar em sincronia entre si. Os lábios ainda estavam se movendo. Era tão real. Tão real.

Assunto: RE: Desculpe.
From: industrialresolution@gmail.com
Date: Quinta-feira, 14 Dez 2012 15:29:11 +0000
To: d.j.faulk@well.net

Eu sinto muito, Doutor. Eu tenho que parar um pouco com isso. Eu tentei manter isso em segredos das enfermeiras, mas elas estão começando a desconfiar de alguma coisa. Como você disse, eu tenho escondido a medicação que elas me dão para eu conseguir lembrar mais claramente o que eu vi, e está tudo tão vívido em minha mente, mesmo agora. Está ficando cada vez mais difícil de digitar, mas eu sei que eu tenho que terminar isso.

A câmera cortou de novo, e dessa vez, a garota tinha sumido. Havia um homem mais velho agora, aparentemente com uns 40 anos de idade, de pé no pódio. Seus lábios se moveram lentamente sem produzir nenhuma palavra, parecendo que ele estava sussurrando algo para si mesmo várias vezes seguidas, mas podia apenas ter sido retirado o som, como nos gritos. O próximo round começou, e o apresentador segurou um pequeno botão, a câmera apontada para um projetor de slides. O primeiro slide tinha o que parecia com uma equação, com várias partes faltando. A legenda dizia "20 para resolver". Ansioso o homem deu uma resposta inteligível, e o slide mudou para outro "15 para resolver". Novamente ele respondeu, aflito dessa vez e o projetou mudou. "10 para resolver". Então 5.

A última das respostas que o homem deu foi mais como um grito, mas parece que ele tinha acertado. O projetor desligou, e o apresentador andou até ele e apertou sua mão. Ele tinha ganho, e eu lembro meu coração acelerado enquanto assistia. O homem fechou os olhos por um momento e o apresentado se afastou. "Grande prêmio" apareceu na tela em um flash, e distorcidamente, uma musiquinha de game show começou a tocar. O vídeo começou a ficar em câmera lenta enquanto o homem abria seus olhos, e ele mal conseguiu registrar o que estava acontecendo a sua volta até que a bala o atingisse. Sangue espirrou de sua cara, seu olho direito explodindo em vermelho. A câmera lenta fez tudo parecer tão progressivo. Seu corpo sacudiu para trás lentamente, seu crânio sendo jogado pra trás com a força do tiro, fazendo seu cérebro sair dele como melado. Os créditos começaram a rolar rapidamente, e sem legendas. Quando acabou, havia apenas uma frase restante na fita, e ficou lá nas próximas 3 horas até a fita acabar. Eu sentei lá, olhando a frase, em choque. Eu não conseguia me mexer. Quando a fita terminou. Eu fiquei lá até que a segurança do campus recebeu denuncia do barulho. Era 4 da manhã quando eles chutaram minha porta. Demorou uma semana para eu voltar a falar, e quando eu falei eu já estava aqui. A mensagem na tela:

"Indo para uma cidade perto de você logo!"

Isso é tudo que eu me lembro. Eu não sei onde está a fita agora. Eu não ligo. Eu não quero saber. Eu só quero esquecer tudo.

Eu não quero mais fazer isso, Doutor. Eu não quero falar com você de novo.

A Mulher de Vermelho

Uma menina japonesa viajou para Taiwan nas férias. Ela decidiu ficar em um hotel barato para economizar dinheiro. Quando chegou ao seu quarto e começou a desfazer sua mala, percebeu que a recepcionista do hotel havia dado a chave do quarto 66 no 6 º andar. Um calafrio percorreu-lhe a espinha, porque em certo sentido, era o quarto 666.

De repente, a menina ouviu alguém batendo na porta de seu quarto. Ela abriu a porta, mas não havia ninguém lá. Ela colocou a cabeça para fora e olhou ao redor, mas não viu ninguém no corredor. A menina achou que era apenas sua imaginação, então ela fechou a porta e voltou a desfazer sua ala. Houve outra batida na porta. Desta vez, quando ela abriu a porta, havia uma mulher do lado de fora vestindo um roupão vermelho. A estranha mulher estava chorando e tremendo. Ela disse para a menina que ela tinha acidentalmente se trancado do lado de fora de seu quarto. A estranha mulher também disse que ela estava tendo problemas com o marido, e ela parecia estar muito deprimida. A menina sentiu pena da mulher estranha, de modo que ela se ofereceu para ir até o saguão e pegar uma chave reserva para a mulher. No entanto, quando a menina pegou o elevador até o lobby, que estava vazio, ela não encontrou ninguém na recepção. Ela tocou a campainha sobre a mesa e esperou. Depois de alguns minutos, a recepcionista apareceu e a menina lhe pediu uma chave reserva para o quarto da mulher com o roupão vermelho.

Recepcionista: " Que mulher com manto vermelho ? Você é a única hospedada no hotel hoje á noite."

Menina: " Mas a mulher está lá, falou que brigou com o marido e..."

Recepcionista: " Sei do que você está falando, há algum tempo uma mulher se hospedou aqui no hotel após ter brigado com o marido, um dia ela estava de roupão branco e ficou presa do lado de fora do seu quarto, o 66, então resolveu se suicidar, mas ela queria que os outros do hotel morressem com ela, então a mulher pegou uma espingarda e saiu atirando nas pessoas do hotel, por isso seu roupão ficou vermelho, de sangue, no final, a mulher deu um tiro nela mesma."

Menina: " Que horror, eu..."

Então a recepcionista saiu de trás do balcão sorrindo.

Recepcionista: " Está vendo esta mancha vermelha no meu estômago, foi onde a mulher me deu um tiro, o tiro que me matou."

domingo, 13 de janeiro de 2013

Happy Tree Friends

Happy Tree Friends é um desenho nada infantil, no estilo jogos mortais.

Confira um dos episódios: