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segunda-feira, 22 de abril de 2013

A Criatura

Já era bastante tarde quando percebemos, agora está tudo acabado...

Tudo começou como um dia normal. Deixei minha filha na escola e fui para casa terminar de escrever. Ah sim, não falei meu nome para vocês. Chamo-me Mark.

Quando o relógio tocou fui busca-la na escola, porque ela iria passar o final de semana comigo. Já que ela iria passar o final de semana comigo.

Era tarde da noite, eu ainda estava escrevendo no sofá da sala com a minha filha do lado, quando ela me chama:

- Papai, papai, tem um monstro olhando para a câmera.

Nesta época eu ainda era cético a tudo, então ignorei.

- Claro que não filha, monstros não existem. Já esta tarde, vamos dormir.

Desliguei meu notebook e levei ela ate seu quarto; quando chegamos percebi que os cadeados das janelas estavam abertos. Estranhei no começo, pois havia perdido as chaves há muito tempo, mas me lembrei de que eu já tinha tentado arromba-los, então os fechei novamente, coloquei-a na cama e fui tomar banho.

Deitei-me e logo caí no sono. Eram 3hs da manhã quando acordei com os gritos abafados vindo do quarto da minha filha. Levantei, peguei minha arma e corri para o quarto dela.

Quando cheguei lá fiquei pasmo, estático com o que vi. Um par de braços pálidos e finos puxava-a para dentro do closet. Mas o pior não era isso. Os longos braços vinham seguidos por 5 longos dedos; de dentro do closet haviam dois olhos pálidos e vazios me encarando. Quando recuperei meus sentidos corri para o closet, mas as portas s fecharam rapidamente com um baque, e se trancaram.

Entrei em desespero! O que poderia ser aquilo? E o que aquela criatura poderia querer com a minha filha?!

Não consegui esperar o outro dia, corri para a delegacia mais próxima, mas não adiantou. O delegado riu na minha cara, e depois falou que eu precisava esperar pelo menos 24hs para darem minha filha como desaparecida. Voltei para casa, desconsolado. Peguei a minha arma de volta e fiquei sentado na frente do closet até adormecer.

Eram mais ou menos 22hs quando eu ouvi um ruído vindo do closet. Levantei-me e acendi a luz. Quando me vire para o closet percebi a porta estava entreaberta, e de la de dentro vinha uma réstea de luz, vinda lá do fundo do closet.

Entrei.

O clima lá dentro estava frio, mais que o normal, e mais denso. O closet parecia não ter fim. Quando cheguei no que pareceu ser o final dele a luz se apagou e a porta se fechou atrás de mim. Estava muito escuro, e eu estava começando a ficar com medo. Quando ouvi outro ruído.
Apontei a arma para o lado de aonde vinha o barulho e me espantei!

- Papai?
- Filha?! Cadê você?
- Aqui atrás papai.

Ela saiu de trás de um casaco antigo e grande que eu tinha, e veio correndo me abraçar.

- O-O que aconteceu filha?
- O monstro papai, ele me trouxe pra cá, ele é bem legal. Ah, ele quer te ver.
- Eu?! Como assim filha? O que ele te falou?
- Ele disse que queria te ver pai, ele é bem legal. Vem, vou te levar até ele.

Ela em levou para uma parte do closet que eu nem sabia que existia, abriu uma porta e me guiou até a criatura. O ar agora estava mais denso e frio. A atmosfera estava morta, e a criatura estava lá. Com seus braços compridos e “pútridos”, olhando fixamente para mim com um olhar vazio, de morte. E um sorriso gélido.

Eu estava calmo até ele abrir a boca.

- Olá Mark.

Como a criatura sabia meu nome?!

- Quem é você? O que eu você quer com minha filha?!
- Acalme-se Mark. Quem lhe disse que eu quero alguma coisa com ela?
- Então o que você quer?!
- Você não se lembra de mim? Sinceramente... Estou muito decepcionado com você.
- Onde eu estou afinal?
- Hahaha. Você está no interior da sua mente!
- Não isso é mentira, é impossível!

Peguei minha arma e atirei três vezes contra a criatura, ela sumiu. Comecei a correr para todos os lados procurando uma saída, minha filha estava no meu colo perguntando por que eu estava correndo.
Achei a saída, coloquei-a no chão e arrastei sua cômoda contra a porta do closet.

- Papai, o que foi?
- Nada anjinho, vou te levar para a casa da vovó, vai ficar tudo bem.

No caminho liguei para um amigo de infância que ainda morava no bairro em que eu cresci; deixei minha filha na casa da minha mãe e fui para a minha antiga casa. Estava muito escuro lá dentro, o ar estava abafado devido ao tempo que esteve fechada. Subi as escadas e comecei a ter uma sensação horrível, um aperto no coração, eu estava me lembrando de onde a criatura me conhecia. Do meu próprio quarto.

Quando abri a porta do meu antigo quarto, a atmosfera mudou. De um ar abafado devido ao à casa fechada, o ar ficou mais denso, as luzes falharam. Quando coloquei meu pé dentro do quarto poderia jurar que ouvi risos. Fechei a porta e avancei.

Comecei a me recordar de todas as coisas que passei naquele quarto. Tudo começou com uma imagem de canto de olho, e meus pais me ignoravam; ate que chegou ao ponto em que a criatura me machucou. Meus pais assim como eu eram muito céticos, então continuaram falando que era tudo fruto da minha imaginação, e me colocaram para morar com a minha avó. Mas a criatura ainda morava dentro de mim.

Enfim, eu cresci e a criatura sumiu. Mas agora ela voltou, e eu tenho que enfrenta-la.

Fique parado por um tempo em frente ao meu guarda roupa, reunindo forças e coragem para enfrenta-lo. Consegui. A hora é agora. Preparei-me para o pior, com a arma em punho abri a porta do meu guarda roupa, um ar gelado veio em direção ao meu resto trazendo um sussurro, “Entre”.

O silêncio voltou a dominar o ambiente, respirei fundo e entrei. O guarda roupa em si era pequeno, mas por dentro era gigantesco. Fechei as portas atrás de mim, a escuridão dominou tudo. Acendi minha lanterna e andei; afastei algumas roupas muito velhas que ainda estavam lá dentro e segui o pequeno feixe de luz que aparecia no final do guarda roupa (que parecia não ter fim).

Depois de muito tempo andando um pouco sem direção finalmente eu chego. Uma pequena sala com uma cadeira grande ocupada pela criatura, uma cadeira um pouco menor à sua frente escrita meu nome e uma pequena lâmpada no chão acesa sem nenhuma explicação.

Houve um silêncio mortal entre eu e a criatura que pareceu durar horas, ate que ele sorriu.

- Olá Mark, quanto tempo.
- O quê você quer de mim?!
- Que forma mais grosseira de tratar um amigo de infância. Sente-se, por favor, gostaria de comer alguma coisa?
- Não! Quero apenas saber o quê você quer comigo!
- Nada de mais, apenas relembrar os velhos tempos.
- NÃO!!!

Peguei a arma e descarreguei-a nele, mas ele desapareceu. Comecei a correr, mas não achava a saída, o pequeno guarda roupa parecia um labirinto gigante e sem fim. Tropecei. Caí de cara em algo mole. Levantei-me e me vi em um outro lugar, um outro cenário. Um jardim. Eu conhecia aquele lugar, já havia estado ali em meus sonhos quando criança; era um lugar belo, cheio de vida. Eu o amava.

Mas agora estava destruído, cheio de ódio Porque a criatura me levou para lá novamente?

Comecei a caminhar, meus olhos se encheram de lágrimas. Um lugar que no passado só me trazia alegria, hoje está destruído. Enfiei a mão no meu bolso peguei minha arma, coloquei-a na cabeça e apertei o gatilho. “Clack”

Acordei deitado no sofá da minha casa com a arma descarregada na minha mão. Não estava entendendo, a criatura estava brincando com meu psicológico. Peguei um caderno e comecei a escrever os ocorridos; aqui estou eu agora. Já terminei de contar tudo, esse é o fim da historia e de minha vida. Já recarreguei minha arma.

Não sei se agora estou ficando louco, não sei se estou sendo vencido pela criatura. Tudo que sei é que antes tudo isso era real! Tenho uma cicatriz no pescoço por isso! Deixo meu adeus à minha mãe e minha filha. Eu as amo muito.

Espero que no futuro possam entender minha decisão. A arma já está apontada, esse é meu último adeus...

Escrito/Enviado por: João Paulo Campos

Choke.exe

Bem, eu não tenho certeza por onde começar.
As últimas semanas têm sido muito duras para mim. Eu perdi minha mãe na última primavera para o câncer, que causou uma grande tristeza entre a minha família. No entanto, o meu pai levou-a pior. Ele nunca foi o mesmo depois da morte da mãe. Ele se trancava em sua casa, sozinho, fugindo do resto do mundo. Fugindo de mim. Era estranho. Ao longo de toda sua vida, ele sempre foi assim afastado. Minha mãe, minha irmã, e eu éramos tudo o que ele tinha. Agora que minha irmã mais velha tinha crescido, casado e se mudado, eu acho que eu era tudo que ele tinha agora.

Duas semanas atrás

Uma semana depois

Dia Atuais

Eu recebi um telefonema. Eu estava no 4Chan, um site de imagens infames, lendo comentários em um daqueles tópicos " You Laugh, You Lose". Ugh, Se afastando longe do tópico. Tendo ficado na frente do meu monitor por horas em um silêncio morto, fui pego de surpresa quando o meu toque, " Believe it or Not" do Joey Scarbury, soou a partir dos pequenos mas poderosos alto-falantes do meu telefone. Eu quase saltei da cadeira. Peguei meu celular, e verifiquei o identificador de chamadas. Era o hospital local, ligando para me dizer que o meu pai tinha se matado.

Minha irmã veio para o funeral. Foi bom vê-la novamente depois de todos esses anos, mesmo que fosse em circunstâncias adversas. Ela não levou o babaca do marido com ela. Nós compartilhamos alguns abraços, falamos sobre o falecido por um tempo, e então ela seguiu seu rumo.

Sua casa, e todo o seu conteúdo, foi dado a mim. É desnecessario dizer que foi um bom passo, de um quarto para meu apartamento. Eu decidi ir bisbilhotando o meu apartamento novo no dia seguinte, talvez limpar o lugar um pouco. Honestamente, eu não tinha ideia do que eu iria encontrar lá. Pelo que eu sei, ele tinha perdido todo o senso de pudor, após a morte da mãe. Eu meio que esperava ver merda manchada em todas as paredes, juntamente com mobiliário destruído.

Eu estava na porta da frente. Ao pegar a maçaneta da porta, uma sensação instantânea de pavor superou meu corpo. Eu gelei. A ideia de estar na mesma sala que meu pai havia se enforcado. Eu balancei a cabeça e engoliu meus sentimentos perturbados. Eu respirei fundo, me preparando. Fechei os olhos e abri a porta...

A porta da frente me leva para um corredor que se dividia em duas direções. Na minha frente havia uma porta, que leva para o banheiro. Para a direita era a sala de estar. Esperando o pior, eu virei a esquina... Para minha surpresa, tudo estava em bom estado. Eu fiz a varredura da área. Havia poucos sofás ao redor de um aparelho de televisão de aparência antiga. Meu pai nunca tinha sido tecnológico. O que me chamou a atenção, porém, foi o grande lareira perto da sala de estar. Eu não lembrava disso. Certo, eu só tinha estado na casa de um punhado de vezes antes, mas isso não estava aqui antes. Agora, a lareira não é exatamente o que me chamou a atenção. Era o que foi montado acima dela.
Foi um grande retrato emoldurado pintado de minha mãe, rodeado de velas na lareira. Algo apenas parecia um pouco fora do comum. Ela tinha um sorriso condescendente em seu rosto, como se dissesse: "Eu sei algo que você não" Mais uma vez, aquela sensação estranha. Eu realmente me senti como se eu não deveria estar naquela casa. Sendo o idiota que eu sou, eu decidi ficar lá por mais algum tempo. Se aventurar na cozinha, bisbilhotar. Os armários estavam cheios de conjuntos novos de pratos, e a geladeira estava cheia de nada alem de cerveja e água. Bom e velho pai.

Um pensamento passou pela minha mente. Eu deveria verificar o quarto principal, o quarto onde ele se enforcou. Eu empurrei de volta todos os sentimentos incertos que eu tinha, e começou a ir em direção aos fundos da casa. A porta do quarto de meu pai estava ligeiramente aberta. Nós no meu estômago crescendo sempre tão apertados, e eu lentamente empurrei a porta entreaberta. As dobradiças soltaram um rangido horripilantemente alto. Eu não tinha idéia de por que eu estava sendo tão quieto. Eu me esforçava para me convencer de que eu era a única pessoa na casa. E as borboletas no meu estômago se recusavam a ir embora.

O quarto principal era normal. Tudo parecia claro, eu dei alguns passos, enquanto analisava a área. Havia uma mesa de cabeceira ao lado direito de sua cama, seus óculos estavam descansando em cima, aparentemente intocados. Ele nunca gostou de usá-los, disse que o fazia parecer um "sissy-boy" (afeminado). À esquerda da sala tinha uma porta. E alguma coisa, eu não sei o que, me atraiu para esta porta. Eu queria abri-la. Não. Eu precisava abri-la.

Fazendo meu caminho até a porta misteriosa, fiz questão de ficar quieto. Mais uma vez, não me pergunte porquê. Eu me senti como se eu estaria perturbando algo se eu fizesse barulho. Mordi o lábio inferior, colocando a mão na maçaneta. Eu estava tremendo por antecipação. Fechei os olhos, e contando a partir de três, rapidamente abri o armário ...

Casacos. Lotes de casacos. Algumas calças e sapatos também. Era uma caminhada comum ao armário. Eu levei um suspiro, aliviado, mas secretamente desapontado... até que eu vi. Algo brilhante no chão. Ajoelhando-se, eu mudei algumas caixas de sapatos fora do lugar. E era uma alça de bronze, aparafusada ao chão.Eu também tinha notado um aumento no piso acarpetado. Era uma pequena escotilha, que levava para o porão. Meu coração disparou. O que poderia ser lá?

Meu desejo para a aventura tinha conseguido o melhor de mim. Sem pensar, peguei a alça de bronze e abri a escotilha. Olhei para dentro. Estava escuro. Todos os meus instintos foram contra o que eu estava prestes a fazer, mas ignorei completamente.

Eu pulei dentro.

Felizmente, não era uma grande queda. Eu era capaz de me puxar para fora se fosse necessário. O porão estava escuro, e extremamente empoeirado. Pescando no meu bolso, tirei meu Zippo. Levei algumas tentativas, mas finalmente consegui uma chama constante para iluminar pequena parte do quarto. Foi quando eu vi a última coisa que eu já esperava ver no porão da casa de meu pai. Um computador. Sentado à beira do quarto estava uma pequena mesa, teclado, mouse e um monitor. Uma dessas cadeiras de plástico brancas foi empurrada para a mesa.

Curiosamente, eu caminhei até ele. O computador parecia novo, como se nunca tivesse sido usado. Isso não poderia ser do meu pai. Por que ele teria um equipamento bom como este no porão? Puxei a cadeira frágil da mesa, e me sentei em frente ao monitor. Eu cruzei meus dedos, inclinou-se, e tentou arrancar o computador. Eureca, funcionou. O logotipo de boot do Windows 7 apareceu na tela. Mais uma vez, pareceu-me estranho que o meu pai era dono de um ótimo e caro computador. Ele me pediu para selecionar um usuário. Havia apenas um.

"DECEPÇÃO"

Um calafrio percorreu minha espinha. Decepção? Por que ele iria nomear seu perfil como “Isso” ? Eu cliquei nele. Ele me pediu uma senha. Eu sorri, e digitei "Cheyenne". O nome da minha mãe. Inclinei minha cabeça para o lado. Algo estava errado. Seu fundo de tela era preto sólido. Não houve Bar Iniciar, e havia apenas um ícone. No meio da tela era um único arquivo executável.

"Choke.exe"

Minhas mãos tremiam. Eu não tinha idéia do que estava fazendo, e por que eu vim ali, em primeiro lugar. Eu queria voltar para o conforto do meu apartamento. A curiosidade não me deixou. Eu não consegui me controlar. Quase contra a minha vontade, eu parei o cursor sobre o ícone e dei um duplo clique.

A tela piscou. Eu percebi que havia algo errado com os cabos. Eu estendi minha mão atrás da máquina, para checar os fios.

Impossível. Não havia nada plugado.

O computador emitia um zumbido agudo, quase como se estivesse trabalhando sozinho em algo muito difícil. Tons de azul, vermelho, verde acendiam e apagavam no monitor. Os zumbidos do computador se tornavam mais e mais alto, aumentando de intensidade a cada segundo. De repente, tudo ficou quieto novamente. Eu olhei para a tela. Houve um ponto vermelho bem no meio e por baixo um texto, simplesmente dizendo, "Decepção".

Meu coração estava batendo no peito. Tudo tinha chegado a um impasse. Eu relaxei, para o que parecia ser alguns segundos. Até que eu ouvi. O som de uma respiração pesada, e passos atrás de mim, chegando mais perto. Eu não ousava olhar para mudar meu olhar do monitor.

Os passos pararam. Quem, ou o que estava atrás de mim, se inclinou. Sua boca foi bem próximo ao meu ouvido.

Eu ouvi um sussurro de voz familiar:

"Choke".

Com grande força, uma corda foi enrolada no meu pescoço. Eu gritei mais alto que pude. A corda estava me sufocando, eu tinha sido puxado para trás da cadeira. E não conseguia respirar. Meu pescoço estava dolorido. Minha visão começou lentamente a desaparecer devido à falta de oxigênio. Eu ia morrer. Amordaçado, algo arranhou meu pescoço.
Não havia nada lá.

Eu estava com minhas mãos e joelhos, ofegantes por ar. Minha visão voltou, eu me levantei e cambaleei ao redor, tentando recuperar meus sentidos. Eu estava na sala, em frente à lareira. Olhando para mim era o retrato da minha mãe, olhando para baixo, para mim, com aquele sorriso condescendente.

Enquanto me sento aqui escrevendo isso, no meu apartamento de um quarto sujo, eu posso honestamente dizer,

"Não há lugar como o lar".

Eu não tenho nenhuma idéeia de que diabos aconteceu.

Honestamente? Eu não quero saber.

Tudo o que eu tenho certeza, é que eu nunca vou pôr os pés naquela casa novamente.

domingo, 21 de abril de 2013

Para 3

Já estava ficando tarde quando o telefone da operadora tocou.
“Eu gostaria de um táxi para a rua Slaughteryard número 2” disse a estranha e fria voz do outro lado da linha.

“Certamente,para quantas pessoas vai ser?”

“Apenas uma.” 

“OK, um táxi vai chegar aí logo senhor.”

Uma hora se passou quando o telefone tocou de novo.

“O táxi que eu pedi antes não chegou.”

“Nós sentimos muito pelo inconveniente senhor; não vai acontecer de novo. Um outro táxi está sendo mandado agora, ainda é para uma pessoa?”

“Não, agora vai ser para duas pessoas.”

A operadora desligou o telefone, despachou outro táxi e tentou entrar em contato com o primeiro motorista. Seu telefone estava desligado. Como já era tarde da noite, ela se perguntava o que teria acontecido com ele, quando de repente o telefone tocou pela terceira vez naquela noite.

“O táxi ainda não chegou,” Informou aquela mesma voz sem emoção.

“Você tem certeza que deu o endereço certo? O segundo táxi já foi despachado há muito tempo.” 

"Sim.”

De repente, houve uma percepção sobre ela, então ela ousou perguntar,

“E para quantas pessoas vai ser dessa vez, senhor?”

“Três.”

O Homem-Resposta

O Homem-Resposta é uma lenda urbana sobre um jogo de jovens que acontece no Japão.Dizem que o jogo invoca uma alma má que irá responder qualquer pergunta que você fizer.

Você Precisa de:

10 pessoas, cada uma com um celular

Passo 1: Ponha as 10 pessoas num circulo e cada pessoa deve ter o número do celular da pessoa a sua esquerda.

Passo 2: Numa contagem até 3, cada pessoa deve apertar o botão de discar, ligando para a pessoa a sua esquerda.

Passo 3: Todos devem colocar os telefones em seus ouvidos e ouvir.

Pelo fato de todos estarem se ligando ao mesmo tempo, todos os telefones deverão ficar ocupados e ninguém receberá resposta. Entretanto uma pessoa vai ter sua ligação misteriosamente atendida e vai ouvir uma voz do outro lado da linha. É o Homem-Resposta. Quando você estiver na linha com Ele, você pode perguntar qualquer coisa. Ele vai responder quaisquer perguntas que você fizer a Ele. Porém, após lhe dar uma resposta Ele fará uma pergunta a você. Dizem que sem você responder incorretamente a pergunta Dele ou não responder nada, uma grande mão deformada vai surgir do telefone e arrancar uma parte do seu corpo.

você quer tentar?

CS Player

O que está acontecendo? Por que estou armado? Por que meus amigos estão aqui? Por que não consigo controlar meus movimentos? Aonde estão em levando?

Apareceram outros, que não parecem amigáveis. Por que estou atirando neles? Tirando vidas...

Não é possível, atiraram em mim, estou morrendo...
Não entendo, acho que é delírio da dor e da agonia de morrer.
Vejo uma tela digital sobre minha cabeça.

Kill all bots

O que é um bot? Eu sou um? Por que todos ao meu redor morreram?
O que aconteceu? Estou de pé novamente? Por que tudo de novo?
Quem é a mente doentia que está por trás disso tudo?

É você, não é?
Eu sabia! Eu pude sentir você hesitando, digitando ou clicando menos.

Não se preocupe, eu não posso fazer nada contra você. Estou preso nesse ciclo de mortes.


Mas há alguém, que se por acaso enjoar de jogar com você, vai fazer a mesma escolha que você fez.
Kill all bots?

Kill all humans?

KILL YOU FAMILY?

Não sei o nome que leva esse comando, mas agora que você sabe que ele existe, tome mais cuidado ao jogar com minha vida. A sua pode estar mais perto deste comando...

sábado, 20 de abril de 2013

Mansão Foster: The Death of Mac

Até pouco tempo atrás eu tinha um emprego como estagiário na Cartoon Network Studios. Meu trabalho começou em 2004, no mesmo ano que Mansão Foster foi lançado. Ontem, quando eu fui demitido, quando eu estava saindo do edifício da Cartoon Network, eu tropecei no numa fita VHS.

Na fita estava escrito: "Mansão Foster para Amigos Imaginários, episódio banido". Como era de se esperar, eu estava interessado.

Então eu peguei a fita e a levei para casa. Quando cheguei em casa, coloquei o VHS no meu velho toca-fitas. Assim que a fita começou, a introdução começou a tocar, mas havia algo muito de errado com isso.

A animação estava péssima e o áudio também foi lançado para baixo duas oitavas e foi muito distorcida. Assim, após a introdução, é claro, o nome do episódio foi mostrado.

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00:12

Eu acordei de 00:10, apenas fiquei na cama. Ouvi um barulho estranho e me culpei por ler livros de terror até tarde. Vagarosamente liguei a lampada e dormi novamente.

Acordei novamente.

A lampada estava desligada, Quando eu a liguei de novo ela queimou.

Liguei então minha lanterna.

Meu quarto estava coberto de sangue.

E deitado naquela piscina de sangue, estava eu...