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segunda-feira, 8 de julho de 2013

O Livro

Era uma vez um garoto que adorava ler. Ele lia todos os livros e revistas que conseguia comprar, e frequentemente ia para sua livraria favorita. Um dia, o garoto percebeu que já tinha lido tudo que a loja tinha à disposição. Ele procurou o dono, perguntando: "você tem algum livro que eu ainda não tenha lido?" E o dono respondeu: "oh, sim, eu tenho" e tirou de uma estante atrás do balcão um livro cujo título era "Morte". Tendo em vista que o garoto era um cliente antigo da loja, o dono decidiu dar-lhe um desconto, e vendeu o livro por R$ 50,00.

O dono da loja, no entanto, disse que o garoto nunca deveria ler a primeira página. Ele voltou pra casa, leu todo o livro e ficou bastante satisfeito com a história. No entanto, ele se perguntava o que havia na primeira página, e isso sempre perturbava seus pensamentos. Um dia, a tentação foi grande demais para o garoto: ele abriu exatamente na primeira página do livro, e derrubou-o, extremamente horrorizado.

Lá, impresso em negrito, estava:
"Preço sugerido: R$ 8,00"

quinta-feira, 4 de julho de 2013

A Noiva cadáver de Carl Von Cosel

Arrebatado por uma paixão avassaladora, Carl procurou cuidar de sua amada até a sua morte. Carl conheceu seu amor, a bela Elena, quando trabalhava em um hospital dos EUA. Ela se encontrava fragilizada pela tuberculose que insistia em lhe sorver vida. Elena não resiste à doença e falece causando mudanças de hábito em Carl. Obcecado e sentindo-se frustrado por não conseguir salvar a vida do seu amor platônico, fez de tudo para conservar seu corpo – mantendo, inclusive, relações sexuais com sua “noiva” cadáver.

Elena morreu três meses após iniciar o tratamento, em 25 de outubro de 1931, com apenas 22 anos. Quando por ocasião do seu enterro, Carl convenceu a família da jovem a construir um mausoléu. O cadáver foi depositado em um caixão metálico que continha dutos para o fornecimento de formol e outras substâncias. Carl passou a visitar o mausoléu todas as noites até que um dia parou. Ele havia levado o cadáver da jovem para sua casa.

Durante os seguintes sete anos, Carl Von Cosel fez tudo de humanamente possível para manter a sua amada próxima dele; em corpo e alma. Amarrou os ossos com cordas de piano, preencheu seus órgãos desidratados com trapos empapados em líquido embalsamador e canela chinesa. Parte por parte, foi fortalecendo sua pele com trechos de cera e seda, construindo uma máscara de sua face que lhe servia de molde nas manutenções. Tratava regularmente sua pele com loções, poções e eletro-terapia mediante a bobina de Tesla. Substituiu sua podridão com olhos de vidro, e fabricou uma peruca com os cabelos que perdeu durante tanto tempo. Vestiu-a com um traje de casamento, véu de renda branco, tiara e alianças e, depois de perfumá-la com azeites, ninava-a em sua cama com as melodias que tocava no órgão de fabricação caseira. Carl também introduziu um canal para simular a vagina e ser possível saciar seu apelo sexual fúnebre.

Quando a doentia história foi descoberta, Carl foi preso. A história do obsessivo Carl Von Cosel e sua “boneca cadáver” – como ficou conhecida – gerou horror e compaixão na sociedade. Quando preso, dois admiradores pagaram a fiança de 1.000 dólares e Cosel foi libertado para responder ao processo em liberdade. A funerária para onde o corpo de Elena foi levado tornou-se “ponto turístico”. O resto do cadáver foi exibido por três dias e mais de 6.000 visitaram-no.

Muita gente se sensibilizou com o radiologista, afirmando que ele tinha feito algo demasiadamente romântico. Os fãs levaram presentes e apoio. Também teria recebido a oferta de um grupo de prostitutas cubanas – os serviços seriam gratuitos.

Apesar da prisão, o delito de Carl prescreveu e ele foi posto em liberdade. Estranhamente, foi declarado sensato. O amor de Carl por Elena foi interminável e assim permaneceu, inquebrantável. Em 3 de julho de 1952 Carl foi encontrado morto abraçado a uma efígie de cera de tamanho natural de sua amada.

Cego por sua obsessão, Carl perdeu sua personalidade e virou marionete dos seus sentimentos e alucinações. Uma mórbida história de um amor que se iniciou onde os demais findam. Amor impossível entre um cadáver e seu raptor.


quarta-feira, 3 de julho de 2013

O Demônio que vive dentro de você

Naquele momento, me encontrava sozinha em casa, sem nada para fazer além de contemplar, observar e sentir a relativa calma daquela escura noite. De um minuto a outro, me encontrava escrevendo ao máximo do que minha inspiração alcançava, para aliviar um pouco esses momentos, pois o silêncio começava a me perturbar e inquietar. Quanto mais escuro ficava, mais estranha eu sentia.

E, de repente... Nada. Somente silêncio e obscuridade rodeavam o que antes era pura calma. Via ao meu redor nada mais que um vazio... Mas, de toda forma, me encontrava calma, serena e pensando.

Sem me dar conta quando, comecei a escutar estranhos ruídos e sinistros lamentos, ou talvez gemidos... Não sabia de onde vinham, me senti incompetente. De repente, esses terríveis lamentos pararam, e em seu lugar, um macabro riso começou a soar. Fazia em minha mente um eco brutal, simplesmente não parava, e não parecia querer parar.

Perdi a calma. Não conseguia dizer nada, apenas observava e escutava. Comecei a visualizar uma silhueta semi-humanoide, com dois vermelhos e penetrantes olhos. Naquela silhueta se desenhava um sorriso, e de sua direção vinham as gargalhadas, cada vez mais seguidas e fortes em minha mente.

Perdi o controle. Comecei a gritar “QUEM É?” “QUEM É VOCÊ?” “O QUE QUER?”. Não me dizia nada, apenas continuava rindo, gargalhando. Pedi que respondesse, e nada.

Fechei meus olhos em meio aquele riso maníaco e os cobri com as mãos. As lágrimas e o desespero tomaram conta de mim. Após alguns minutos, abri os olhos, tirei as mãos do rosto e não havia nada.

“Teria sido um sonho... Ou melhor, um pesadelo?”
“Estou ficando louca?”
“Algo realmente aconteceu?”

Este tipo de experiência é mais comum do que pensei. Quando fui ao psiquiatra, ele me receitou alguns remédios e disse que eu sofria de stress. Não me contentei e, pela internet, encontrei pessoas que tiveram a mesma experiência que eu.

Há um demônio que assombra a mente humana. Ele está sempre presente, mas não lhe é permitido aparecer. É esse demônio que nos leva à cometer erros, à fazer escolhas erradas, à depressão e mais uma série de coisas ruins. Ele está ao nosso lado esquerdo, parado, estagnado. Ele nunca nos deixa só.

Algumas pessoas passam pela experiência de escutá-lo ou visualizá-lo. Foi o que aconteceu comigo. Por quê? Porque no momento de maior escuridão, quando estamos sozinhos e nos deixamos levar pela angústia e pela falta de fé, ele consegue a força suficiente para se fazer visível.
Uma criatura extremamente obscura, um ser vindo das trevas que leva cada ser humano ao erro. Aquele que perturba seu sono, que lhe traz pesadelos. Aquele que lhe induz a afundar mais ainda a lâmina, no momento do suicídio. Aquele que tira seu controle.

Essa pode não ser uma história de terror que estrele um filme, mas posso lhes garantir que é real. E lhes garanto, ainda, que pelo menos uma vez na vida, você terá uma experiência de contato com o seu demônio.

Todo mundo tem um demônio dentro de si.

A Conclusão

Considere as pessoas que você acredita serem as mais inteligentes que já viveram. Sócrates, Einstein, Hawking, quem quer que seja. Existiram e continuam a existir outras pessoas de maior intelecto do que estas. São capazes de sondar respostas aos problemas filosóficos mais complexos, que dada a oportunidade, poderiam resolver todas as questões de importância para a humanidade facilmente.

Você pode se perguntar por que você nunca ouviu falar de outras pessoas como eles, por que eles nunca receberam elogios de tais habilidades.

A resposta é: todas elas morreram jovens, antes que tenham qualquer chance de serem reconhecidos e estabelecido como possuidores de tal intelecto. Que destino, você pode perguntar, recai sobre essas pessoas, que têm a força de espírito para descobrir e contemplar o significado da própria vida? É o mesmo para cada um deles: o suicídio.

Fonte: Lua Pálida

terça-feira, 2 de julho de 2013

O Lado Negro de Teletubbies


Quem assistiu aos episódios bobos de Teletubbies nunca iria imaginar que existe a possibilidade de conter neles uma verdade perturbadora. O programa produzido pela BBC em parceria com RagDoll tinha o propósito nobre de divertir o público infantil, no entanto, Teletubbies nunca deixou de ter um aspecto esquisito e sinistro. Na trama, seres parecidos com grandes ratazanas gordas com antenas se comportavam de forma idiota o tempo todo, em um lugar que parecia uma colina verdejante.

Todas as idéias bizarras assistidas nos 365 episódios sairam da cabeça de um único homem: Andrew Davenport e é nesse ponto que a história começa a ficar interessante. Davenport é o diretor criativo da Ragdoll e um campeão de audiência nos programas que levam sua autoria. Ingressou nesse ramo após concluir seu curso na Universidade de Londres. O sucesso e a fama de Andrew sempre foram destaque da impressa da sua cidade natal, Folkestone, assim como o seu lado negro, um lado tão obscuro que Davenport nega veementemente, talvez porque queira esquecer.


Pés

Uma das histórias de fantasma que eu mais ouvi quando fui estudar em um colégio interno, era sobre uma garota que foi para o salão comunal no meio da noite estudar.

Era muito tarde, então ela estava sozinha no salão. Enquanto estudava, ela ouviu passos. Uma menina entrou no salão e pediu permissão para sentar junto a ela na mesa. Ela disse que tudo bem, ela podia. Instantes depois ela deixou cair a borracha e se abaixou para pegar. Por acaso ela olhou diretamente para os pés da menina por debaixo da mesma, mas era justamente isso que estava faltando: Os pés da garota. Chocada, ela recolheu suas coisas e disse para a menina que estava com sono e iria voltar ao dormitório. A menina sorriu e perguntou para ela "Como você pretende andar sem seus pés?"

A Marca na parede

Meu tio cresceu em uma pequena cidade de Santa Catarina. Ele fez um amigo no primeiro ano do segundo grau, que vivia dentro de uma mata na cidade, em uma casa pequena e isolada.

Ele notou que no quarto do garoto tinha uma marca na parede. Tinha a forma de um bebê pequeno. Quando ele perguntou sobre aquilo, seu amigo disse que podia ouvir um bebê no quarto todas as noites. Mas ele não parecia se incomodar muito com isso.

Meu tio não foi até a casa desse garoto por algumas semanas. No dia em que foi até lá, ao entrar no quarto de seu amigo, a marca agora tinha mais ou menos 90cm de altura, com o formato de um garotinho. Seu amigo dizia que agora, durante a noite, ele podia ouvir passos e risadas de criança pequena.

Então ele teve de se mudar com seus pais e quando já estava na faculdade, resolveu voltar a sua cidade natal para visitar seu amigo. Dirigiu pela mata e achou a casa totalmente quebrada, escura e vazia. Com cuidado, andou em direção aonde ficava o quarto de seu amigo antigamente. Na parede, havia uma marca. Tinha por volta de 1,80m e tinha a forma de um homem. Meu tio então ouviu o estalar da madeira vindo o outro lado do quarto. Ele nem se quer se incomodou em olhar da onde vinha o som e saiu da casa o mais rápido possível. Não viu nem teve noticias de seu amigo desde então.