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terça-feira, 2 de julho de 2013

A Marca na parede

Meu tio cresceu em uma pequena cidade de Santa Catarina. Ele fez um amigo no primeiro ano do segundo grau, que vivia dentro de uma mata na cidade, em uma casa pequena e isolada.

Ele notou que no quarto do garoto tinha uma marca na parede. Tinha a forma de um bebê pequeno. Quando ele perguntou sobre aquilo, seu amigo disse que podia ouvir um bebê no quarto todas as noites. Mas ele não parecia se incomodar muito com isso.

Meu tio não foi até a casa desse garoto por algumas semanas. No dia em que foi até lá, ao entrar no quarto de seu amigo, a marca agora tinha mais ou menos 90cm de altura, com o formato de um garotinho. Seu amigo dizia que agora, durante a noite, ele podia ouvir passos e risadas de criança pequena.

Então ele teve de se mudar com seus pais e quando já estava na faculdade, resolveu voltar a sua cidade natal para visitar seu amigo. Dirigiu pela mata e achou a casa totalmente quebrada, escura e vazia. Com cuidado, andou em direção aonde ficava o quarto de seu amigo antigamente. Na parede, havia uma marca. Tinha por volta de 1,80m e tinha a forma de um homem. Meu tio então ouviu o estalar da madeira vindo o outro lado do quarto. Ele nem se quer se incomodou em olhar da onde vinha o som e saiu da casa o mais rápido possível. Não viu nem teve noticias de seu amigo desde então.


Os partos de Mary Toft


Mary Toft foi uma dona de casa Inglesa que em 1726 começou a dar a luz à coelhos. Ou melhor, parte de coelhos, e durante uma das vezes "três patas de um gato malhado, e uma de coelho; as entranhas eram com as de um gato e dentro delas haviam pedaços da espinha dorsal de uma enguia..." A história que ela contava era que quando sonhava com animais, dava a luz a esses.

A melhor parte da história foi reação crédula da comunidade médica da época. Pela primeira vez ela foi examinada pelo médico local, John Howard, e sob sua observação "expulsou" um número de partes de animais ao longo de vários dias. Ela foi, então, analisada pela National St. Andre, um médico da casa real de George I, e o secretário pessoal de George, Samuel Molyneux. St. Andre concluiu que os coelhos se formavam dentro das trompas de Falópio.

No entanto, depois que Mary foi levada para Londres e colocada sob supervisão, os nascimentos pararam. Em seguida uma investigação revelou que seu marido tinha sido visto comprando uma grande quantidade de filhotes de coelho. Finalmente, Mary confessou que depois de uma aborto espontâneo ela colocou as criaturas em seu útero em uma tentativa de ganhar fama e fortuna. Ela ficou presa por pouco tempo, e mais tarde deu à luz a uma menina saudável.

Genocyber


Bom gente, depois de um tempo sem falar de animes, vim falar sobre o Genocyber, outro anime gore haha

Genocyber é uma obra prima de ficção cientifica que teve suas origens nos mangas do mangaká Tony Takezaki por volta de 1993. Um ano depois do manga passou para uma série em anime produzido pelo estúdio Artmic em parceria com a Bandai.

Basicamente a história se baseia em uma criação de uma arma biológica chamada Genocyber, onde fora criado um monstro com a genética de duas irmãs paranormais, e sendo uma das armas mais fortes do planeta, cientistas e agentes do governo começam uma busca implacável atrás de Genocyber.


O mais incrível neste anime é suas cenas gores e de violência explicita, hoje em dia é bem provável que seria proibido ou censurado pelas mídias locais, pois boa boa parte das cenas de ações, são corpos sendo dilacerados ao meio, ou sendo pisoteados... Um banho de sangue que já não se vê em animações hoje em dia.

Enfim gente, é um anime bem gore mesmo, mas é bom.

Confiram um pouco dele ae:



sexta-feira, 28 de junho de 2013

Energia Negativa

Olhe para trás. O que você vê? Invariavelmente, sempre haverá uma parede em algum lugar no seu ponto de vista. Agora olhe profundamente para o espaço na parede que se alinha melhor com seus olhos. Nada vai acontecer, mas certifique-se que você está olhando diretamente para este ponto em particular. Esse ponto contém toda a negatividade da sua mente. Sempre que você está no seu computador, lendo histórias de terror ou qualquer outra coisa que você faz, às vezes você se assustar.

O que você faz quando isso acontece? Você olha para trás. Enquanto você lê isso agora, um sentimento de pavor pode vir sobre você. Verifique o local. Nada de novo. Isso porque, agora, todo o mal está bloqueado em sua mente.

Algumas pessoas, ao tomar conhecimento deste "ponto negativo" resolvem remover o local na tentativa de remover a energia negativa. Isso é um erro grave. Se você fizer isso, você vai ter libertado a energia negativa. Quando você se sentar em seu computador à noite, você vai sentir calafrios até mesmo no verão. O sentimento de medo que só se apresentava quando estava realmente com medo agora vai pairar no ar constantemente. Dentro de uma semana que você e seus entes queridos irão ter uma terrível má sorte.

Dentro de um mês o seu computador vai começar a agir irregular e, eventualmente vai quebrar. Você vai sonhar com os seus medos mais horríveis. O sonho parece que irá durar para sempre, e quando você acorda você vai notar que a sua visão ficou mais embasada e sombria. Todos os anos, no mesmo dia, o sonho vai se repetir, e sua visão vai ficar cada vez mais e mais escura. Depois de ficar totalmente cego, nunca vire as costas para esse ponto novamente.

Isto é, se você ainda poder dizer onde ele está.

Fonte: Lua Pálida

Lua Pálida

Na última década, tornou-se muito fácil conseguir o que se quer, através de só alguns cliques. A internet fez tudo simples demais, e qualquer um pode usar um computador e alterar a realidade. Uma abundância de informação está meramente a um clique de distância, ao ponto em que é impossível imaginar a vida sendo diferente.

Ainda assim, uma geração atrás, quando as palavras "streaming"(fluxo) ou "torrent"(torrente) não tinha sentido, a não ser que fossem ditas em uma conversa sobre água, as pessoas precisavam se encontrar cara a cara para trocar softwares, programas,jogos de cartas e cartuchos.

É claro que a maioria desses encontros eram entre grupos de pessoas que trocavam jogos populares entre si como King's Quest ou Maniac Mansion. Entretanto, pouquíssimos programadores conseguiam fazer seus próprios jogos para dividir entre esses círculos, que em troca passariam o jogo adiante se fosse divertido, bem desenhado e independente o suficiente. Esses jogos tinham fama de serem raros artefatos buscados por colecionadores pelo país todo. Era o equivalente a um vídeo viral nos anos 80.


Lua Pálida entretanto nunca havia saído da área da baia de São Francisco. Todas as cópias conhecidas estavam por lá. Todos os computadores que já tinham usado o jogo eram de lá. Esse fato se dá pelo seu programador ter feito pouquíssimas cópias.

Lua Pálida era um jogo "texto-aventura" no estilo Zork e The Lurking Horror, foi feito na exata época em que esse estilo estava saindo de moda. Ao iniciar o programa, o jogador era apresentado a uma tela quase vazia, exceto pelo texto:

-Você está em uma sala escura. Luz do luar brilha pela janela.

-Há OURO no canto, junto a uma PÁ e uma CORDA.

-Há uma PORTA para o LESTE.

-Comando?

Então começa o jogo que certa vez um escritor de uma fanzine descreveu como "enigmático, sem sentido, e totalmente injogável". Ao que o jogo só apresentava os comandos PEGAR OURO, PEGAR PÁ, PEGAR CORDA, ABRIR PORTA, IR AO LESTE, o jogador recebia as seguintes instruções:

-Pegue sua recompensa.

-LUA PÁLIDA SORRI PARA VOCÊ.

-Você está na floresta. Existem três caminhos. NORTE, OESTE e LESTE.

-Comando?

O que rapidamente frustrou os poucos que jogaram o jogo foi o confuso e tiltado comportamento da segunda fase em diante - somente um dos comandos direcionais era o certo. Por exemplo, nessa ocasião, o comando para ir em qualquer direção que não fosse o NORTE faria o sistema congelar, fazendo obrigatório a reinicialização do computador.

Adiante, qualquer fase subsequente era tão somente uma repetição dos comandos anteriores, excetuando que eram somente as opções de direção que estavam disponíveis. Ainda pior, os comandos clássicos de qualquer jogo de texto-aventura pareciam inúteis. A única ação aceita que não envolvia movimentos era USAR OURO, que ocasionava o jogo a mostrar a seguinte mensagem:

-Não aqui.

USAR PÁ, que mostrava:

-Não agora.

E também USAR CORDA, que fazia surgir o texto:

-Você já usou isso.

A maior parte de todos que jogaram o jogo avançaram algumas fases até se enfastiarem com o fato de precisarem re-iniciar o computador o tempo todo e jogar o disco longe, descrevendo a experiência como uma interface porcamente programada. Entretanto, há uma verdade sobre o mundo dos computadores que é imutável, em qualquer Era: algumas pessoas que usam sempre vão ter muito tempo livre a sua disposição.

Um jovem rapaz chamado Michael Nevins decidiu descobrir se havia mais Lua Pálida do que podia se ver a olho nu. Após cinco horas e trinta e três fases de tentativas e muitos cabos de computador desconectados, ele finalmente conseguiu fazer o jogo mostrar um texto diferente. O texto na nova área era:

-LUA PÁLIDA SORRI ABERTAMENTE.

-Não há caminhos.

-LUA PÁLIDA SORRI ABERTAMENTE.

-O chão é macio.

-LUA PÁLIDA SORRI ABERTAMENTE.

-Aqui.

-Comando?

Passou-se quase outra hora até que Nevins tropeçasse na combinação apropriada de frases que fariam com que o jogo prosseguisse; CAVAR BURACO, DESCARTAR OURO, então TAMPAR BURACO. Isso fazia com que a tela mostrasse:

-Parabéns

----40.24248----

---- -121.4434----

Ao que o jogo cessava de receber comandos e fazia o jogador ter de re-iniciar o computador uma última vez.

Após alguma deliberação, Nevins chegou a conclusão que os números referiam-se a linhas de latitude e longitude --- as coordenadas levavam a um ponto na floresta crescente que dominava as adjacências próximas a o Parque Vulcânico Lassen. Como ele tinha muito mais tempo do que noção do perigo, decidiu ir ver o fim de Lua Pálida.

No dia seguinte, armado de um mapa, um compasso e uma pá, ele andou pelas trilhas do parque, percebendo impressionado como cada curva que ele fazia era exatamente igual as curvas do jogo. Após ter inicialmente se arrependido de ter trazido a ferramenta de escavação como que por puro instinto, ele acabou se convencendo de que sua jornada que tinha uma semelhança incrível com a do jogo poderia levá-lo a encontrar um excêntrico tesouro enterrado.

Sem fôlego após muita caminhada em busca das coordenadas, surpreendeu-se ao literalmente tropeçar em um monte de terra revirada. Cavando tão animado como ele estava, é de se entender o jeito como ele se jogou para trás em surpresa quando seus esforços o levaram a se deparar com uma cabeça em início de decomposição de uma menininha loira.

Nevin prontamente passou as informações para as autoridades. A garota foi identificada como Karen Paulsen, onze anos, dada como perdida para o Departamento de Polícia de São Diego a mais ou menos um ano e meio.

Esforços foram feitos para se encontrar o programador de Lua Pálida, mas os rastros da comunidade de troca de jogos e programas se perdiam e sempre acabavam de volta ao ponto de partida.

Colecionadores chegaram a oferecer mais de 6 mil dólares em uma cópia do jogo.

O resto do corpo de Karen nunca foi achado.

quarta-feira, 19 de junho de 2013

Um Conto Russo

Essa história foi contada pra mim pela minha vó e sua irmã, ambas foram testemunhas disso e juram que é real. Sinceramente, conhecendo as duas, eu acredito nelas 100%.

O evento aconteceu em uma noite em uma cidade ao leste da Rússia. Minha vó tinha cerca de 15 anos e vivia com a irmã e o marido de sua irmã (seus pais tinham falecido quando minha vó era nova). O marido era um alcoólatra abusivo, que tinha muitas vezes chegado bêbado em casa, fazendo uma cena no meio da noite. Porém, nesta ocasião, ele estava afastado em uma viagem de negócios na Ucrânia. Naqueles dias, devido ao regime comunista, a comunicação através de territórios era dificílimo, por isso as mulheres não sabiam exatamente quando ele voltaria para casa, mas imaginaram que ele ficaria longe por pelo menos uma semana.

Em algum momento no meio da noite, alguém bateu na porta, então as duas foram atender juntas. Ele estava de volta da Ucrânia, o marido da minha tia-avó. Ele estava gritando e chorando por causa de "alguém que viria para levá-lo embora." A irmã reconheceram que ele estava bêbado de novo, e que estava provavelmente fugindo da policia por ter feito algo estúpido. Elas bateram a porta na cara dele e tentaram ignorar os gritos dele. Depois de alguns minutos os gritos pararam, e elas voltaram para a cama. Durante vários dias elas não ouviram falar de e ele nunca mais voltou.

No final de semana, a minha tia recebeu um telegrama. Seu marido havia morrido uma semana antes, enquanto estava na Ucrânia - um dia antes de aparecer na sua porta.

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Noite Maldita


Finalmente o dia 31 de outubro havia chegado aquele ano e mesmo que o Halloween não fosse um dia com muito prestígio no país, André sempre ficava animado com a chegada desta data todos os anos. Gostava de comemorá-la pelo fato de seu aniversário ser apenas alguns dias antes e sempre gostou de tudo que fosse relacionado à terror. A forma que a celebrava não envolvia nada de especial, apenas alugava alguns filmes para se sentir no clima e depois iria dormir, mas naquele ano tudo seria diferente.

No final da tarde havia passado em uma locadora, pois era uma das raras pessoas que preferia o jeito antigo e tradicional ao invés de assistir pela internet, e pegou três filmes, dois os quais já havia assistido e outro que o atraiu pelo nome, que indicava ser algum filme B, e André gostava de conhecer filmes novos mesmo que fossem ruins. O filme estava dentro de uma capa preta que continha apenas escrito “Halloween” na parte de cima. Imaginou que se tratava de uma cópia barata do filme original e como a data combinava com o título, decidiu alugá-lo. Outros dois fatores que o animara, foram que o filme não continha nenhum informação para se ler e ninguém da locadora sabia sobre ele, era como se tivesse aparecido do nada por lá.

Esperou a tarde da noite chegar para que não houvesse nenhum barulho na rua nem nas casas vizinhas e como morava sozinha e era uma sexta-feira, não precisaria se preocupar em acordar cedo no dia seguinte como fazia todos os dias da semana, então começou sua pequena maratona do medo. Já havia assistido os dois primeiros inúmeras vezes (A Profecia e Psicose, ambos eram antigos, porém ícones do terror) e mesmos sabendo tudo o que acontecia, adorava assisti-los e imaginava que jamais iria se cansar disso.

Na hora em que terminou de assistir os dois já estava cansado e eram as primeiras horas da madrugada, mas precisava assistir ao terceiro filme, se sentiu atraído a fazê-lo durante a noite toda e foi o que fez, mas logo depois se arrependeu de ter entrada justamente naquela locadora naquela tarde.